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CPI sobre grupos de extermínio

Publicado em: 08/08/2007 00:00
Editoria: Diário Oficial

Comissão aponta que mortes por grupos de extermínio cresceram 291% na Bahia
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Comissão irá atuar com PF, SSP e Secretaria de Direitos Humanos
O passo inicial para a instalação de CPI que discutirá a atuação dos grupos de extermínios que agem no estado da Bahia foi dado, ontem, na Comissão Especial de Promoção da Igualdade. A proposta é que, em reunião fechada, os membros do colegiado decidam com os integrantes da Comissão de Direitos Humanos os procedimentos que serão adotados nesta CPI. "Esta comissão parlamentar atuará conjuntamente com a Polícia Federal, a Secretaria Nacional dos Direitos Humanos e a Secretaria de Segurança Pública", enfatizou o autor da proposta, deputado Yulo Oiticica (PT). "Segundo a ONU, a atuação destes grupos tem crescido em todo país. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, os números acentuaram-se em 30 e 40% respectivamente, e, na Bahia, este aumento foi de 291%", diz o deputado.

Para o presidente da comissão, deputado Bira Coroa (PT), esta será uma atitude corajosa, já que estes grupos se portam como "verdadeiros justiceiros" na tentativa de coibir o crime e, com isso, transformam-se em organizações criminosas que desrespeitam os limites da justiça. O parlamentar Álvaro Gomes (PCdoB) ressaltou a importância desta atitude, pois, segundo ele, estamos vivendo em uma verdadeira guerra civil.

INTERIOR

O deputado Ivo de Assis (PR) demonstrou preocupação especial com as cidades do interior do estado. Para ele se faz extremamente necessária a adoção de políticas públicas que busquem minimizar as desigualdades sociais que assolam o interior. "Muitas comunidades não têm nem água encanada e saneamento básico e muitas famílias vivem com R$ 70 mensais", frisou o parlamentar, destacando que se algumas medidas forem tomadas, ocorrerá um melhora significativa na vida da capital, uma vez que o êxodo rural provoca o inchaço de Salvador.

A comissão confirmou participação em um grande ato que ocorrerá no dia 26 de agosto, no Farol da Barra, em Salvador. Nesta data será comemorado o Dia Estadual de Combate a Homicídios e à Impunidade. Ficou marcada para a reunião ordinária do dia 20 de agosto a vinda de Jocélio Teles, diretor do Centro de Estudos Afro-orientais da Ufba, e Ubiratan Castro, presidente da Fundação Pedro Calmon, quando será exibido o resultado do mapeamento dos terreiros de candomblé da capital.



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