Em diferentes países da América Latina, estudos apontam um número significativo de mulheres que afirmam ter sido vítimas de violência física exercida pelo seu parceiro. Em alguns países, o percentual de de mulheres que afirmou ter sido agredida fisicamente por um homem chegou a 50%. No Brasil, pesquisa desenvolvida pela Fundação Perseu Abramo, em 2001, mostra que a cada 15 uma mulher é agredida. Preocupado com essas estatísticas, o deputado Yulo Oiticica (PT) apresentou projeto de lei que institui o dia 6 de dezembro como o Dia Estadual de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres.
Na justificativa do projeto, Yulo explica a escolha da data. No dia 6 de dezembro de 1989, um rapaz de 25 anos chamado Marc Lepine invadiu uma sala de aula da Escola Politécnica, na cidade de Montreal (Canadá) e ordenou que todos os homens se retirassem, permanecendo somente as mulheres. Depois de gritar "vocês são todas feministas", ele começou a atirar enfurecidamente, matando 14 delas à queima-roupa. Em seguida, suicidou-se. Em uma carta, ele justificava o seu ato dizendo que não suportava a idéia de ver mulheres estudando engenharia – um curso tradicionalmente dirigido a homens.
"Esse massacre mobilizou a opinião pública mundial, gerando amplo debate sobre as desigualdades entre homens e mulheres e a violência gerada por esse desequilíbrio social", observou o parlamentar. Ele lembrou também que, nos últimos dez anos, organizações governamentais e não-governamentais têm desenvolvido estratégias para proteger e defender os direitos das mulheres, desenvolvendo uma série de ações para vítimas de violência doméstica e familiar.
Para ele, a violência contra as mulheres é um problema também para os homens. "Esta tem sido a missão da Rede de Homens pela Equidade de Gênero (RHEG), que promove desde 1999, no Brasil, a campanha Homens pelo fim da violência contra a mulher. Originalmente fundada no Canadá, a organização hoje está presente em mais de 35 países.
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