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Mauro Barsi, cidadão baiano

Publicado em: 03/08/2007 00:00
Editoria: Diário Oficial

D. Geraldo Majella, o presidente Marcelo Nilo e o deputado Yulo Oiticica na entrega do título de Cidadão Baiano a Mauro Barsi
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AL concede título em face do trabalho social com 10 mil crianças
O professor Mauro Barsi já é baiano. Para quem o nome não é familiar explica-se: ele é um italiano de 61 anos, cuja amizade com o ex-cardeal dom Lucas Moreira Neves lhe levou à dura realidade dos meninos de rua em Salvador. Em resposta, criou uma rede de solidariedade em Florença, arrecadando recursos para o Projeto Ágata Esmeralda, que hoje, 15 anos depois, atende a 10 mil crianças e adolescentes em situação de risco no estado. Esse trabalho foi homenageado, ontem, pela Assembléia Legislativa, que realizou sessão especial para conceder o título de cidadão a Barsi.

A iniciativa foi do deputado Yulo Oiticica (PT), que viu sua proposta ser aprovada por unanimidade pelos seus pares. "O professor Mauro, apesar de ter nascido nas longínquas terras de outro continente, assumiu toda a sua legitimidade de ser merecedor deste título, por já ter assumido a plena baianidade, quando dedicou sua vida para garantir a cidadania a diversas crianças e adolescentes do nosso estado", disse o parlamentar em seu discurso de saudação. Ele destacou que as ações empreendidas tornam-se mais relevantes quando se vê os baixos índices sociais da Bahia, citando diversos deles, a exemplo do analfabetismo e falta de luz elétrica nas residencias.

Yulo agradeceu em português e ouviu de Barsi que "la prima parola che mi viene dal cuore è grazie", que o padre Ferdinando Caprini (presidente do Capdever - Centro Afro de Promoção e Defesa da Vida) traduziu quase simultaneamente: "a primeira palavra que me vem ao coração é obrigado". E foi assim, Barsi discursando e Caprini traduzindo, que o plenário ouviu a melhor definição para o Ágata Esmeralda: "Uma história de amor ao serviço da vida e da esperança", nascida um ano após os prefeitos de Salvador e Florença pactuarem a fraternidade das cidades, iniciativa, lamentou ele, que na maioria das vezes não gera efeitos práticos. Em todos os pronunciamentos, a memória do padre Paulo Tonucci, conterrâneo de Barsi, que dedicou a vida ao trabalho social que desenvolveu na Bahia.

O presidente Marcelo Nilo (PSDB) presidiu a sessão e fez questão de receber o homenageado na rampa da Assembléia Legislativa, juntamente com Yulo. Em seguida, os três foram até o carro, de onde o cardeal D. Geraldo Majella acabara de desembarcar. Isso tudo ao som da banda de percussão Motumbaxé Mirim (do Capdever). Em uma profusão de ritmos, a comitiva chegou ao plenário já ao som da Banda de Frevos e Dobrados. O recinto já estava repleto de pessoas que têm envolvimento com o Ágata Esmeralda, muitos dos jovens beneficiados por ele e diversas autoridades civis e eclesiásticas. Na primeira fila, o ex-secretário da Pobreza e Promoção Social, padre Clodoveo Piazza, e a chefe da Defensoria Pública, Tereza Cristina Ferreira, que foi chamada a ocupar um lugar na mesa.



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