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Moção para Instituto Oswaldo Cruz

Publicado em: 30/07/2007 00:00
Editoria: Diário Oficial

Bacelar aplaude trabalho do Instituto Oswaldo Cruz nas pesquisas sobre a hanseníase
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João Carlos Bacelar faz louvor de pesquisa sobre a hanseníase
O deputado João Carlos Bacelar (PTN) não esconde a sua grande satisfação pelo trabalho do Instituto Oswaldo Cruz nas pesquisas desenvolvidas sobre a hanseníase. O parlamentar destaca que o processo de evolução científica de tratamento desta doença no Brasil tem se notabilizado, principalmente, pelo trabalho dos pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz, que recentemente identificaram um gene indicativo da suscetibilidade humana à hanseníase. Justificando o seu entusiasmo, o parlamentar apresentou moção de congratulações na Assembléia Legislativa, censurando qualquer tipo de preconceito com as pessoas portadores desta doença, além de grandes elogios à equipe de pesquisadores do IOC.

A palavra lepra significa escamoso, em grego, e designava, na Antiguidade, doenças que hoje conhecemos por psoríase, eczema e outras dermatoses. A medida que suas causas foram descobertas, essas doenças passaram a ter denominação apropriada. Em traduções da Bíblia, ainda se encontra a palavra lepra descrevendo doenças que são diferentes da hanseníase. Por estas razões e também porque as palavras lepra e leproso, pela adjetivação religiosa, foram associados à idéia de impureza, vício, podridão, nojeira, corrupção e repugnância.

A hanseníase tem este nome em homenagem a Gerhard Hansen, médico norueguês que descobriu, em 1873, o micróbio causador da infecção. A descoberta de um marcador genético que sinaliza a maior propensão de uma pessoa ao desenvolvimento da doença pode ser o ponto de partida para a elaboração de vacinas mais específicas contra a doença, que, apesar do tratamento simples e eficiente, registrou, em 2005, aproximadamente 295 mil casos em todo o mundo, segundo dados da Organização Mundial de Saúde.

"Para os pesquisadores do IOC, a identificação de marcadores genéticos é uma ferramenta importante, porque define os principais fatores imunológicos que regulam os processos de proteção do organismo a doenças infecciosas e pode, por isso, apontar novos alvos para a pesquisa de imunobiológicos e estratégias alternativas de vacinação", explica o deputado João Carlos Bacelar.



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