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CPI da Ebal entra em nova fase apurando pagamento de fretes

Publicado em: 26/07/2007 00:00
Editoria: Diário Oficial

CPI da Ebal se prepara para ouvir o primeiro indiciado, José Mário Galvão de Souza
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Primeiro indiciado será ouvido na próxima quarta-feira na AL
O depoimento de José Mário Galvão de Souza, responsável pela contratação de fretes para a Empresa Baiana de Alimentos, vai marcar o início de uma nova fase da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga irregularidades na Ebal. Galvão foi convocado para, na próxima quarta-feira, depor na Assembléia Legislativa na condição de indiciado. Os integrantes da CPI esperam que ele explique as irregularidades nos fretes apontadas no relatório da Auditoria Geral do Estado (AGE). A convocação foi decidida, na manhã de ontem, em reunião administrativa da CPI.

Até o momento, as investigações da CPI se concentraram nas obras de engenharia nas lojas da Cesta do Povo, na fábrica do projeto Nossa Sopa e em outras unidades da Ebal. "Nós já constatamos fortes indícios de favorecimento de empreiteiras, que levaram cerca de R$25 milhões e foram contratadas sem licitação", explicou o presidente da CPI, deputado Arthur Maia (PMDB). Para o presidente, há indícios também de enriquecimento ilícito, que só serão esclarecidos após a quebra de sigilo fiscal e bancário.

SIGILO

As empreiteiras contratadas pela Organização do Auxílio Fraterno (OAF), que terceirizou as obras, foram a Comasa e Silveira Engenharia, cujos empreiteiros já foram ouvidos pelos membros da CPI. O ex-presidente da Ebal, Omar Brito, e outros dirigentes da empresa negaram ter conhecimento da terceirização, o que infringe o contrato firmado entre a Ebal e OAF. Diante das contradições, a CPI promoveu uma acareação entre os dirigentes da Ebal e o diretor executivo da OAF, Marcus Paiva, mas ela não foi suficiente para dirimir as dúvidas. Por isso, os parlamentares aprovaram a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dos principais envolvidos.

Enquanto não ocorre a quebra de sigilo, a CPI inicia os depoimentos sobre supostas irregularidades na contratação de fretes. Além disso, dois técnicos do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) vão assessorar os trabalhos, analisando as planilhas apresentadas pelas empreiteiras, a exemplo da Axxo, que foi contratada pela Superintendência de Construções Administrativas da Bahia (Sucab) para adaptar o prédio onde funciona a fábrica do Nossa Sopa. Os deputados decidiram que, só após a avaliação das planilhas pelos técnicos, será decidida a convocação de Arnaldo Gusmão, diretor da Axxo.



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