Líder da minoria, Gildásio Penedo Filho destaca senador baiano
"Na galeria dos imortais está registrada a memória daqueles que, em vida, contribuíram de forma ímpar e muito própria, para o progresso da sua terra, do seu país e da própria humanidade". Foi dessa forma que o líder da minoria na Assembléia Legislativa, deputado Gildásio Penedo (DEM), começou a sua moção de pesar pelo falecimento do senador Antonio Carlos Magalhães, ocorrido no último dia 20, vítima de falência múltipla de órgãos, decorrente de insuficiência cardíaca.
Ainda no início do documento, já protocolado na Secretaria Geral da Mesa, o parlamentar afirma que a morte, além de traiçoeira, mergulha suas vítimas no limbo do esquecimento, tornando-as ausentes na memória dos vivos. No entanto, ele faz questão de ressaltar que esse não será o destino de ACM. "Seguramente, não será o caso do senador baiano, já que as marcas da sua atuação política lhes serão perene e as mãos amigas e saudosas dos baianos e baianas sempre trarão à sua memória presente."
A relação do político com a Bahia e os baianos, aliás, merece um destaque especial na moção do líder oposicionista. "O senador, com seu gestual tão próprio e característico da rica e miscigenada tradição da baianidade, que tanto empalmou no exercício da vida pública, na defesa intransigente da Bahia e dos baianos, tinha a marca da polêmica, mas o respeito dos adversários."
TRAJETÓRIA
Gildásio Penedo aproveitou ainda para fazer uma breve biografia de ACM, rememorando fatos ligados à sua longa trajetória na vida pública. "Sua primeira experiência começou durante o curso secundário, quando presidiu o grêmio do Ginásio da Bahia", relembra o autor da moção, acrescentando que, na universidade, foi representante do Diretório Acadêmico e presidente do Diretório Central dos Estudantes.
Logo após a militância no movimento estudantil, ACM lançou-se na política em 1954, elegendo-se deputado estadual pela União Democrática Nacional (UDN). Quatro anos depois, tornou-se deputado federal, renovando o mandato em 1962. Com o início do regime militar, filia-se à Aliança Renovadora Nacional, da base de sustentação do sistema, conseguindo mais uma reeleição para a Câmara dos Deputados.
No ano seguinte, é nomeado para a Prefeitura de Salvador. Já no início da década de 70, começa uma de suas três gestões à frente do governo da Bahia. Com o fim do governo militar, é nomeado pelo presidente José Sarney, em 1985, para o cargo de ministro das Comunicações.
Volta à atividade legislativa em 1994, elegendo-se senador. Três anos depois, é eleito presidente daquela Casa e chega a assumir, interinamente, a Presidência da República. "Toda a sua vida foi dedicada para o crescimento e progresso da Bahia, do Nordeste e do Brasil. Especialmente na Bahia, ele renovava as suas forças e energias para os enfrentamentos políticos. Recebeu do povo baiano o apelido carinhoso de ‘Cabeça Branca’. Por sua dedicação e também experiência foi várias vezes eleito pelo Diap entre os 10 senadores de maior influência no Brasil", destaca Gildásio Penedo.
Antes de solicitar que seja dado conhecimento de sua iniciativa à família enlutada, aos amigos, às autoridades e aos meios de comunicação, o parlamentar destaca que ACM era formado em Medicina pela Universidade Federal da Bahia e atuou também como jornalista. Filho do professor Francisco Peixoto de Magalhães e de Helena Celestino Magalhães, ACM era casado com Arlette Maron de Magalhães, com quem teve quatro filhos, Antonio Carlos de Magalhães Júnior, Tereza Helena Magalhães Mata Pires, além dos prematuramente falecidos Luís Eduardo Magalhães e Ana Lúcia Maron de Magalhães.
REDES SOCIAIS