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Não à discriminação contra AIDS

Publicado em: 03/07/2007 00:00
Editoria: Diário Oficial

Laudano quer proibição de toda e qualquer forma de discriminação a pessoas com AIDS
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Maria Luiza Laudano quer respeito aos portadores do vírus HIV
Pautando-se nos princípios da dignidade da pessoa humana, da não discriminação e do direito à vida e à saúde, a deputada Maria Luiza Laudano (PT do B) apresentou projeto de lei dispondo sobre a proibição de toda e qualquer forma de discriminação aos portadores do vírus HIV ou a pessoas com AIDS no âmbito do Estado da Bahia. “Este projeto tem como objetivo mostrar a relação dos direitos humanos com a AIDS e sua contribuição na luta pelo fim do preconceito”, ressaltou.

O projeto considera como discriminação solicitar exames para detectar a doença, quando o cidadão for efetuar inscrições em concursos ou seleções para ingresso no serviço público, segregar os portadores do vírus no ambiente de trabalho,  assim como  impedir o ingresso e a permanência destes no serviço público e divulgar informações ou boatos que provoquem danos à imagem social do portador.

“Não podemos tratar essas pessoas como algo a ser descartável e dispensável para a sociedade”, frisou a deputada, informando que também é considerado ato discriminatório recusar ou retardar o atendimento, a realização de exame ou qualquer procedimento médico ao portador do vírus. Qualquer solicitação de exame relacionada à detecção do vírus deverá ser precedida de esclarecimentos sobre sua  finalidade, sendo obrigatório o consentimento do interessado.

 

CONSCIÊNCIA

 

Segundo a parlamentar, a sociedade tem que mudar a concepção de que a pessoa, ao contrair o vírus  da AIDS, está diretamente associada à morte. “Dessa maneira, a cidadania do infectado começa a desaparecer. Muitas pessoas infectadas têm vergonha e medo de procurar ajuda devido à discriminação e à estigmatização da doença, se afastando, inclusive, dos programas sociais e tratamentos criados para este fim”, salienta.

Maria Luiza destacou que é necessária a união das ações propostas pelos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário para que haja uma maior e melhor conscientização na busca pelos direitos por parte dos portadores enquanto seres  humanos aptos e dignos. “A discriminação deve ser duramente combatida com tanta eficácia quanto a luta pela prevenção do contágio pelo vírus”, concluiu.    



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