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Leitura nos presídios baianos

Publicado em: 03/07/2007 00:00
Editoria: Diário Oficial

Ubaldino: dos 2.632 detentos do interior, 79,6 % não concluíram o ensino fundamental
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Carlos Ubaldino quer melhoria do nível de instrução do detento
Destacando o poder da educação na formação do caráter das pessoas, o deputado Carlos Ubaldino (PSC) apresentou indicação ao governador Jaques Wagner, solicitando a implantação de salas de leitura nos presídios. “Atitude como essa irá favorecer principalmente aqueles que, quando em liberdade, sempre estiveram afastados das escolas pelos mais diferentes motivos, o que pode ter contribuído para que viessem a praticar delitos”, frisou o deputado.

O parlamentar informou que, segundo a Coordenação de Estudos e Desenvolvimento da Gestão Penal, a população carcerária da Bahia em 2006 era de 12.209. O perfil de instrução dos  4.472 presidiários da capital apresenta os seguintes percentuais:  22,3% são alfabetizados, 13,2% são considerados analfabetos e 45,9% não possuem a educação fundamental completa. Ainda é salientado nesses números que apenas 0,3 % dos presidiários  têm nível superior completo. Quanto ao restante,  cerca de 18,2%, tem o ensino médio ou nível universitário incompleto.

 

INTERIOR

 

Em relação às 13 unidades prisionais localizados no interior, os números apresentam percentuais ainda mais altos. Por exemplo, dos 2.632 detentos, 79,6 % não concluíram o ensino fundamental. Para o deputado, os projetos educacionais destinados a esse setor da sociedade visam a melhorar a educação  e promover um reingresso social com mais oportunidades.

Embasando sua indicação em estudos realizados por órgãos que analisam o tema, o parlamentar apresentou uma projeção que aponta que 76% dos presos paulistas lêem e escrevem e os níveis de escolaridade deles são maiores que os da população do conjunto da região Sudeste e do Brasil. “O sistema carcerário baiano necessita em caráter emergencial de salas de leitura”, acrescentou Carlos Ubaldino, enfatizando que a introdução do hábito de ler ajudará de forma muito importante a reintegração social dos presos quando postos em liberdade.    

 



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