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Insegurança no extremo sul

Publicado em: 28/06/2007 00:00
Editoria: Diário Oficial

Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública está preocupada com extremo sul
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O secretário de Segurança Pública do Estado, Paulo Bezerra, e membros da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembléia Legislativa farão uma visita ao extremo sul do estado nos dias 02 e 03 de agosto para verificar a situação da segurança na região. O deputado Getúlio Ubirantan (PMN), representante da região na Assembléia, enfatizou que esta visita conjunta serve para demonstrar o cuidado com que a comissão está tratando o assunto.

O parlamentar citou alguns crimes que aconteceram no extremo sul e que até hoje não foram totalmente esclarecidos. Ele relatou o caso do fazendeiro e dono de posto de gasolina, conhecido como "Fernando Pitbull", que matou uma criança de 9 anos e um rapaz de 22, além de um cavalo, mas está em liberdade. "É preciso não só investigar, mas sobretudo que o inquérito chegue à Justiça", afirmou o parlamentar.

INSATISFAÇÃO

O presidente da comissão, deputado Fernando Torres (PRTB), demonstrou total insatisfação com uma nota publicada no jornal Tribuna da Bahia, na coluna "Opinião", que circulou na terça-feira passada, com o título de "Calada". Na nota, o jornal informou que a comissão de Direitos Humanos da Assembléia "não deu um pio" a respeito de incidente ocorrido em Salvador, quando um ônibus, na contra-mão, guiado por assaltantes perseguidos pela PM, atropelou e matou três pessoas, sendo uma delas um diácono.

"Nossa obrigação é coibir injustiças ou omissões. Os fatos relatados pelo jornal ocorreram no período depois do último encontro dessa comissão, que foi no dia 20 de junho. Por isso, sem tempo hábil para uma manifestação pública", disse o presidente do colegiado. O petista Yulo Oiticica informou que esteve no enterro do diácono, representando a Comissão e o governador Jaques Wagner, e que, durante a semana, vários deputados demonstraram indignação com o crime.

O deputado Eliedson Ferreira (DEM), afirmou que a função de investigar o crime é da polícia e a função da comissão é "denunciar a injustiça ou a inércia dos policiais", e, segundo ele, neste caso isso não aconteceu, uma vez que os acusados estão presos. Yulo Oiticica solicitou ao presidente do colegiado o envio de ofício à Secretaria de Segurança Pública, pedindo que a comissão seja informado do andamento desse crime.

DESAPARECIDO

"Não adianta você ir que isso não vai dar em nada". Essas foram as palavras ouvidas por Ana Maria Fraguas Garcia, quando comentou com amigos que buscaria apoio da nova Comissão de Direitos Humanos da Assembléia. Ana Maria luta há 1 ano e 8 meses para desvendar o desaparecimento de seu pai, que saiu da Bahia para efetuar uma venda no Piauí e de lá não voltou. A polícia do Piauí informou que está impossibilitada de esclarecer o crime por falta de condições financeiras para pagar as diárias de policiais que precisam se dirigir ao Maranhão para ouvir uma testemunha chave.

Os parlamentares determinaram a expedição de ofícios a vários órgãos do Piauí, como Polícia Federal, PM, e Comissão dos Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Piauí "Seu apelo não vai ser em vão" afirmou o presidente da comissão, Fernando Torres, informando que os membros do colegiado estavam se dirigindo a Lauro de Freitas para realizarem uma visita ao presídio daquele município.



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