Tema vai merecer atenção da Comissão de Agricultura da AL
A produtividade em assentamentos rurais na Bahia é um dos temas principais que a Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembléia Legislativa vai debater após o recesso parlamentar. Reunido ontem, pela manhã, sob a presidência do deputado Luiz Augusto (PP), o colegiado demonstrou sua preocupação pela falta de incentivo aos assentados e, por isso, o objetivo é encontrar meios que possam ajudar a produtividade dos mesmos.
O deputado Luiz Augusto tem feito várias visitas a assentamentos no interior do estado e não esconde sua preocupação, pois teme que esses locais virem bolsões de pobreza e que mais tarde os filhos dos assentados deixem essas comunidades e voltem para a cidade.
"Tenho rodado o interior e acho que o governo precisa apoiar os assentados. Eles receberam 25 hectares para produzir, entretanto para obter a produtividade necessária terão que ter apoio do governo. A comissão pode ter um trabalho importante intermediando e ajudando, para evitar que essas comunidades permaneçam na pobreza", comentou o presidente.
A comissão deve visitar também os assentamentos e discutir com os líderes dos assentamentos meios para que as comunidades locais possam ter renda própria e não ficar dependendo apenas das cestas básicas e de recursos do governo.
PORTARIA
No segundo semestre, a comissão tem outra missão também muito importante, segundo Luiz Augusto. Encontrar meios para beneficiar os pequenos municípios, que não possuem frigorífico adequado para armazenamento, principalmente de carne bovina. A comissão deseja encontrar brechas na Portaria 304 do Ministério da Agricultura que regula o abate de animais bovinos, caprinos e suínos para evitar o abate clandestino. Ontem, através de líderes comunitários, o município de Jaguaquara demonstrou sua preocupação com a portaria, pois com ela os abatedores terão de deslocar a produção para Jequié, que fica a 60 quilômetros.
"A comissão quer o cumprimento da Portaria 304. Entretanto, vamos discutir com os abatedores dos pequenos municípios e representantes do Ministério Público meios para não prejudicar aquelas localidades que não possuem o aparelhamento exigido. Nossa grande preocupação é evitar o abate clandestino", comentou Luiz Augusto.
REDES SOCIAIS