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AL festeja 126 anos de Ilhéus

Publicado em: 21/06/2007 00:00
Editoria: Diário Oficial

Ângela Souza: moção de congratulações pelos 126 anos de emancipação de Ilhéus
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Ângela Souza apresentou moção pelo aniversário de emancipação
Ilhéus completa 126 anos no próximo dia 28 e a efeméride está sendo comemorada na Assembléia Legislativa, pela deputada Ângela Souza (PSC), uma das representantes do município na Casa através de uma moção de congratulações em que parabeniza cada um dos habitantes da cidade. A parlamentar traçou um cuidadoso painel socioeconômico e histórico do município, "internacionalmente conhecida como a terra da Gabriela".

Para falar da "capital da região cacaueira", Ângela Souza retornou no tempo e foi às raízes de Ilhéus, que remontam a exatos 473 anos, confundindo a sua história com a própria história da Bahia, datando suas primeiras "reminiscências" ao tempo das expedições colonizadoras do século XVI. A sua ocupação, ensina a deputada, começou em 1534 quando a expedição comandada pelo português Francisco Romero chegou à baía do Pontal. O local do primeiro povoamento era conhecido como Rio do Engenho, tornando-se um distrito ilheense, estando lá erguida agora a capela de Santana, reconhecida como a terceira mais antiga igreja do país.

OURO VERDE

Ângela Souza acrescentou que Ilhéus permaneceu como uma antiga vila de pescadores até o século XVIII, quando as primeiras mudas de cacau começaram a chegar ali, trazidas da região Amazônica. "A partir desse momento a história do lugar não poderia ser contada sem uma referência ao fruto dourado", frisou. Ela disse ainda que estimulada pela cultura do cacau "Ilhéus cresceu e em 1881 foi elevada à categoria de cidade, sendo já no início do século XX erguidos ali prédios imponentes, como o palácio Marquês de Paranaguá e a sede da Associação Comercial."

No documento que protocolou junto à Secretaria Geral do Legislativo ela foi incisiva ao lembrar a importância da economia cacaueira para o desenvolvimento não apenas da região, mas do próprio estado da Bahia, informando que a cacauicultura chegou a ser por responsável 70% do ICMS arrecadado em nosso estado. Mas não deixou de observar que toda essa riqueza reduziu-se de forma "fulminante no final da década de 80 do século passado", observando que o declínio se deveu tanto à concorrência com os produtores do norte da África como a "terrível doença", popularmente conhecida como vassoura-de-bruxa.

Ângela Souza trata do período de decadência desse ciclo econômico, com o empobrecimento das famílias e do desemprego que vitimou milhares de trabalhadores em Ilhéus e em todo o sul da Bahia. Para ela o corolário desse quadro difícil na economia é a migração intensa de pessoas da zona rural para a cidade, ampliando os bolsões de pobreza da periferia e criando problemas ambientais graves em decorrência da ocupação desordenada que degrada encostas, matas, margens de rios e manguezais.

Outra conseqüência, acrescenta a deputada do PSC, foi a estagnação populacional do município, pois aconteceu também a migração de trabalhadores que "resolveram tentar a sorte em outras cidades". Ilhéus tinha em 2004 população de 221.294 e em julho do ano passou havia um pequeno decréscimo pois a população era de 220.932 pessoas. Esse quadro leva a deputada a dizer que a "maior carência desse importante município baiano é a falta de esperança", mas está convencida de que os ilheenses não se darão por vencidos e estão na luta buscando diversificar a sua matriz econômica.



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