Serão investidos na Bahia até 2010, segundo Batista Neves
A Bahia deve receber, até o ano de 2010, cerca de R$ 12,9 bilhões em investimentos na infra-estrutura. Esses recursos serão utilizados na recuperação de rodovias federais e estaduais, ampliação e construção de novos aeroportos, modernização dos portos, criação de linhas ferroviárias, na implantação de uma hidrovia no Rio São Francisco, além da ligação de mais de 136 mil novos pontos de energia, através do programa Luz para Todos. Essas informações foram dadas pelo secretário estadual de Infra-Estrutura, Batista Neves, que participou, na manhã de ontem, de uma audiência pública na Assembléia Legislativa.
O encontro foi promovido pela Comissão de Infra-Estrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo, presidida pelo deputado Júnior Magalhães (DEM) e contou com a presença de diversos parlamentares estaduais, da deputada federal Tonha Magalhães (DEM), empresários e representantes da sociedade civil de forma geral. Além de Batista Neves, também falaram na audiência o superintendente regional do Departamento Nacional de Infra-Estrutura e Transporte (Dnit) na Bahia, Saulo Filinto Pontes de Souza, o diretor de Infra-Estrutura e Gestão Portuária da Companhia das Docas do Estado da Bahia, José Fidélis, e o superintendente regional da Infraero, Elvino Ney Taques.
A palestra proferida por Batista Neves teve como tema Os caminhos da infra-estrutura no estado da Bahia. Em pouco mais de uma hora, ele discorreu sobre os principais investimentos previstos para a Bahia, tendo como fontes de financiamento os governos federal e estadual, o Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento e a iniciativa privada.
ESTRADAS
De acordo com o secretário, estão previstas a recuperação de 1.800 km da malha rodoviária que corta o estado, seja ela federal ou estadual. Para tanto, o investimento será de R$ 100 milhões da União, através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com a contrapartida de R$80 milhões do Estado da Bahia. Ele citou como exemplo a construção da rodovia de 48 km que liga Camamu a Itacaré, numa das regiões baianas de maior potencial turístico do estado. E a duplicação do BA-099, conhecida como Estrada do Coco. "Essas obras devem ser concluídas até o final do ano", anunciou.
Além disso, serão construídas duas novas pontes: uma sobre o rio São Francisco, com 1.098 metros de extensão, ligando os municípios de Malhadas e Carinhanha; e a outra sobre o rio Ibó, com 318 metros. Apesar dos investimentos do poder público, as maiores obras nas rodovias devem ser realizadas, segundo o secretário, através das parcerias público-privadas (PPPs) ou concessões. Através desses mecanismos, devem ser recuperadas e ampliadas as BRs 324, 116 e as rodovias estaduais que ligam Ilhéus a Itabuna e Pojuca a Simões Filho (essa última localizada na Região Metropolitana de Salvador).
FERROVIAS
Batista Neves informou ainda aos deputados que está prevista a implantação de 40 km de linhas ferroviárias, até 2010. "Nosso objetivo é utilizar as ferrovias para escoar a produção de grãos do oeste baiano e minério da região de Caetité", explicou. Para facilitar ainda mais o escoamento da produção agrícola e industrial no estado, será implantada a hidrovia do rio São Francisco, que através de um sistema multimodal de transporte será interligada com os sistemas rodoviário e ferroviário.
PORTOS
Outro setor que deve receber grandes investimentos nos próximos anos é o portuário. De acordo com Batista Neves, já existem projetos para dragar os três portos do estado (Aratu, Salvador e Ilhéus). Essa medida é importante para que os portos possam receber os navios de maior calado e, com isso, aumentar a produtividade. Outra medida considerada de extrema importância pelo diretor de Infra-Estrutura e Gestão Portuária da Codeba, José Fidélis, é a implantação da Via Portuária, que vai ligar o Porto de Salvador à BR-324. "Além de facilitar a vida dos exportadores e importadores, a via vai desafogar o tráfego de avenidas importantes, como a Bonocô e San Martin", observou Fidelis.
AEROPORTOS
Além da ampliação do aeroporto de Salvador, o governo planeja construir dois novos, em Ilhéus e Porto Seguro. Isso porque, segundo o secretário, o comprimento das pistas de pouso e aterrissagem dos dois aeroportos já existentes nesses municípios é pequeno para a demanda de vôos, que deve aumentar nos últimos anos. O problema, acrescenta, é que existem obstáculos para ampliação dessas pistas – a exemplo de rios, mar e de uma ribanceira – que as obras nesses locais ficaram financeiramente inviáveis. "Estudos já mostraram que em Ilhéus, por exemplo, a construção de um novo aeroporto ficará mais barato", explica.
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