Até segunda-feira, você pode conferir a exposição do artista plástico Francisco Santos, no saguão Josaphat Marinho da Assembléia Legislativa. Intitulada Panteon, a saga dos deuses, a exposição faz referência à África e aos orixá. Para o artista, o principal papel da obra de arte é resgatar, através dos traços e das cores, os movimentos culturais e religiosos de uma nação.
Filho de Santo Amaro da Purificação, o artista plástico, professor, decorador, estilista, aderecista e restaurador lamenta a dificuldade que se tem no Brasil de reconhecimento do valor artístico. "Os artistas brasileiros são mais valorizados no exterior. Já participamos de exposições em diversos países das Américas, Europa, África e Ásia. No Museu de Frankfurt, na Alemanha, existe uma sala permanente com nossas obras de arte", conta o artista.
Francisco Santos se arriscou também por outros campos. Escreveu dois livros: África Bahia, resumo de uma série dos seus trabalhos com críticas de profissionais; e Os Deuses do Panteon Africano, com gravuras alusivas a personalidades ligadas à cultura afro – mães-de-santo, babalorixás e estudiosos desse tema.
CARNAVAL
Diretor de arte dos Filhos de Gandhy, desde 1983, o artista plástico decorou Salvador, por duas vezes, para o Carnaval. Em 1993, utilizou o tema Salvador, Terra dos Orixá e, em 1995, Zumbi dos Palmares. "Gosto de criar elementos em minhas telas que estimulem o estudo da raiz cultural africana e, principalmente, mostrar a beleza e a riqueza deste povo", frisa Francisco Santos.
A próxima exposição do artista será coletiva, no dia 13, no espaço cultural da Câmara Municipal de Salvador. Entres os dias 17 de setembro e 1o de outubro, ele volta à Câmara, em apresentação individual, com 20 novas telas intituladas Deuses em Transe.
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