Representada pelo deputado Getúlio Ubiratan (PMN), que foi inclusive o autor da denúncia, a Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública vai tentar intermediar o sério conflito que está existindo no assentamento Paulo Freire, na cidade de Mucuri, no extremo sul do estado, envolvendo o MST. O assunto já está na esfera da Justiça, mas as 97 famílias assentadas reclamam de constantes ameaças, principalmente depois que alguns assentados expulsos retornaram para o local por determinação da Justiça.
Ubiratan visita o acampamento amanhã, às 9h, e o representante do colegiado estará acompanhado de representantes das polícias Federal, Militar e Civil estadual, além do Ministério Público, Incra, entre outros órgãos interessados na segurança dos assentados. O presidente da Comissão, deputado Fernando Torres (PRTB), ficou preocupado com a situação, principalmente depois que ouviu as denúncias de Ubiratan.
"Já encaminhei denúncia a todas as autoridades, inclusive para o governador Jaques Wagner. Mesmo acompanhado de policiais, a situação ficou perigosa e fomos cercados por pessoas armadas, inclusive com foices. Tenho grande admiração pelo MST, mas o clima imposto por aqueles que lá se julgam líderes é de terrorismo", destacou Getúlio Ubiratan.
A comissão também decidiu, por sugestão do deputado Capitão Tadeu (PSDB), aprovar a criação da sub-comissão de Segurança Pública e Defesa Civil. Ainda durante a reunião ordinária de ontem, por iniciativa do deputado Yulo Oiticica, ficou aprovado que a comissão dará todo apoio à III Conferência Estadual das Cidades. Na próxima quarta-feira, às 15 horas, será discutido o tema "Conflito Fundiário Urbano e Garantia de Direitos Humanos para a Moradia Adequada em Salvador".
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