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Secretário da Segurança na AL

Publicado em: 31/05/2007 00:00
Editoria: Diário Oficial

Presidente Marcelo Nilo e deputados recebem, na AL, o secretário da Segurança Pública
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Paulo Bezerra se antecipa e pede para ser ouvido pelos deputados
O secretário de Segurança Pública, delegado Paulo Bezerra, colocou-se voluntariamente à disposição da Assembléia Legislativa para prestar os esclarecimentos que os deputados estaduais julgarem necessários a respeito do envolvimento de seu nome nas operações que a Polícia Federal realiza no país. Ele procurou o presidente da Casa, deputado Marcelo Nilo, – a quem fez visita de cortesia no final da tarde de ontem – manifestando essa vontade, porque considera ser do seu dever expor para os representantes do povo baiano todos os fatos que cercaram essas rumorosas ações policiais e, em especial, no que tange à sua pessoa.

O presidente consultou as lideranças dos blocos do governo, oposição e independente, sendo consensual a decisão de ouvir o secretário na Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública, que realizará uma sessão especial na segunda-feira, às 11h, no auditório do Memorial do Legislativo (Plenarinho). Na visita que fez ao parlamento no final da tarde de ontem, Paulo Bezerra formalizou a sua solicitação do encontro com os parlamentares, "representantes legítimos do povo da Bahia", para esclarecer toda a questão, em especial a decisão da ministra do Superior Tribunal de Justiça, Eliana Calmon, de pedir o seu afastamento de funções na PF por 60 dias, da mesma forma que de dois outros delegados desta organização.

TRANQÜILIDADE

Ele está afastado do cargo de superintendente da PF na Bahia desde janeiro, pois assumiu o cargo de secretário de Estado, mas a falta de conseqüência prática da decisão da ministra não diminuiu a sua decisão de debater o tema, "pois tenho a consciência tranqüila e a própria peça produzida no STJ demonstra que a acusação não tem fundamento". No gabinete da presidência, Paulo Bezerra conversou com 15 deputados da base governista e do bloco independente, negando de forma peremptória ter agido de qualquer modo para dificultar a ação da policial no que tange às operações Navalha e Octopus.

Segundo ele, aconteceu um incidente no aeroporto, com dois cidadãos que se apresentaram como agentes da Polícia Federal e que solicitaram um serviço de monitoração através de câmeras de segurança. A Superintendência Regional da PF foi comunicada e houve a abordagem do pessoal de fora do estado por seus subordinados. O incidente foi esclarecido depois que Bezerra falou com o chefe do serviço de inteligência da PF em Brasília – identificando os agentes. Isto foi há mais de um ano, sendo estabelecido o seu monitoramento para a averiguação da hipótese de qualquer vazamento de informações. Ele disse que ser investigado pela própria Polícia Federal é um procedimento normal a que todos os seus integrantes podem ser submetidos, mas entre isso e haver uma denúncia formal ou qualquer tipo de acusação há uma grande diferença.

Depois do secretário de Segurança Pública fazer a explanação, que foi acompanhada da leitura da peça produzida pela ministra Eliana Calmon, delimitando o caso no episódio que ele narrou, o líder da bancada governista, Waldenor Pereira (PT), reafirmou a sua confiança pessoal e do governador Jaques Wagner no delegado Paulo Bezerra. "Afinal a sua escolha para cargo tão importante se deveu à vida profissional e pessoal desse policial, que tem extraordinários serviços prestados à Polícia Federal", frisou.

O presidente Marcelo Nilo manifestou o seu contentamento com a decisão pessoal do secretário de procurar esclarecer o episódio no Legislativo, informando-lhe do tratamento cuidadoso e responsável que esse tema vem recebendo de todos os parlamentares. Ele ressaltou a posição ponderada dos deputados do bloco de oposição nesta Casa, onde o contraditório está sempre na ordem do dia, aproveitando para apresentar o presidente da comissão de Segurança, Fernando Torres (PRTB), a Paulo Bezerra.

Torres presidirá os trabalhos na segunda-feira e ainda transmitiu-lhe os cumprimentos do deputado Gilberto Brito (PR), delegado de polícia de carreira e que não pôde comparecer àquela conversa informal. Outro parlamentar com o mandato focado na área de segurança, o Capitão Tadeu (PSB), também manifestou a sua confiança no trabalho do secretário e aproveitou o encontro para entregar-lhe cópia do pronunciamento que fez da tribuna, defendendo a sua atuação no comando dessa "importante pasta" da Segurança Pública.



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