Em uma sessão marcada por intensos debates, que duraram mais de uma hora e meia, a Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembléia Legislativa, presidida pelo deputado Luiz Augusto (PP), começou a analisar as propostas de planejamento dos trabalhos para este ano. Ainda neste semestre, o colegiado deve realizar uma ampla audiência pública para tratar da questão do abate clandestino de gado e da Portaria 304 do Ministério da Agricultura, que trata da distribuição e comercialização da carne bovina e suína.
O evento, uma iniciativa do presidente do colegiado, contou com o apoio de todos os integrantes da comissão. Aliás, a sessão de ontem foi bastante concorrida. Tanto os oito titulares quanto os quatro suplentes participaram dos trabalhos.
O deputado Luiz Augusto destacou que chamará os representantes de órgãos governamentais, do Ministério Público e também pessoas diretamente interessadas no problema, a exemplo dos pequenos produtores do interior. "Nós precisamos trazer esta discussão para a comissão e ver formas para amenizar o problema."
A deputada Neusa Cadore (PT) informou que na transferência da feira livre de Ipirá "houve um verdadeiro terror" na cidade. "Prenderam galinhas vivas, carnes dos produtores, foi uma confusão", disse, acrescentando que a lei deve ser cumprida, mas é preciso um trabalho educacional. "A lei não deve ser feita para complicar a vida dos mais fracos, mas, ao contrário, deve servir para protegê-los."
Os deputados José Nunes (DEM), Antônia Pedrosa (PRP), Angela Sousa (PSC), Fátima Nunes (PT), Misael Neto (DEM), Fábio Santana (PMDB) e Zé das Virgens (PT) também foram na mesma linha de argumentação em relação à questão do abate de animais e construção de frigoríficos.
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