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Grêmio estudantil na rede pública

Publicado em: 29/05/2007 00:00
Editoria: Diário Oficial

Simões: Movimento estudantil é elemento renovador do pensamento crítico da sociedade
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Luciano Simões propõe representação a partir da 5a série
O deputado Luciano Simões (PMDB) apresentou à Assembléia Legislativa projeto de lei que dispõe sobre a obrigatoriedade das direções das unidades de ensino, na rede estadual, facilitarem a constituição e funcionamento dos grêmios de representação estudantil, em todas as escolas que ofereçam cursos a partir da 5a série do ensino fundamental. Para ele, o movimento estudantil é elemento propulsor e renovador do pensamento crítico da sociedade.

Segundo o projeto, a área de atuação dos grêmios estudantis em suas unidades de ensino será independente, mas deverá cumprir normas pré-estabelecidos pelas direções da escola, preservando a programação pedagógica e a integridade física das instalações e da comunidade escolar. Caso não sejam cumpridas, as atividades poderão ser suspensas pelo secretário de Educação do Estado, sendo convocadas novas eleições.

Os grêmios deverão atuar em áreas relacionadas aos interesses ligados à educação, promoção de atividades no campo da cultura e do esporte, bem como eventos voltados para a complementação dos ensinamentos recebidos. Os grêmios deverão ser direcionados para a integração das escolas com a comunidade, agindo, com isso, na formação da consciência crítica entre os jovens. "Estamos buscando a disseminação da prática do debate e a conseqüente tomada de consciência acerca de problemas locais, estaduais e nacionais", destacou o parlamentar.

ESTUDANTE

Segundo o deputado, as atuais discussões sobre a temática educacional estão excluindo o principal e mais importante ator, que é o próprio estudante. "Ele é o elemento chave na ligação entre a escola e as comunidades. Desconsiderar sua importância, seu papel, é inviabilizar o debate sobre a educação", frisa Luciano Simões, lembrando que, regularmente, a imprensa, filósofos, técnicos, pedagogos elaboram manifestações e propostas sem ouvir os estudantes.

O deputado enfatizou o poder e a energia que os estudantes conseguem unir em torno de seus ideais. "É necessário que as escolas construam espaços que os leve a liberar. É inadiável liberar a energia da juventude estudantil no propósito de canalizá-la para ajudar na dinamização do ensino, favorecendo o entendimento da importância da sua existência para a comunidade", ressaltou.



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