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Crise nos hospitais públicos

Publicado em: 16/05/2007 00:00
Editoria: Diário Oficial

Heraldo Rocha x Zé Neto: antagonismo sobre a contratação de médicos pelo Estado
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Maioria e minoria têm posições divergentes sobre o assunto
A crise nos hospitais públicos estaduais dominou ontem os debates da sessão de reinstalação da Comissão de Saúde e Saneamento da Assembléia Legislativa. No encontro, o deputado Heraldo Rocha (DEM) manifestou sua preocupação quanto a possibilidade de os médicos serem colocados como bodes expiatórios dessa crise. "Não posso admitir que a minha categoria seja responsabilizada por essa crise que está instalada na saúde pública", afirmou o vice-presidente do colegiado e médico de profissão.

Para ele, a crise foi causada pela falta de planejamento do Estado e ao rompimento com a Cooperativa de Médicos da Bahia (Coopamed), que tinha um contrato considerado ilegal pela Sesab. Mesmo sem querer entrar no mérito da questão da Coopamed, Heraldo criticou a utilização do Regime Especial de Direito Administrativo (Reda) para contratação de médicos. "O Reda pode atender a outras áreas, mas em saúde é complicado", disse. Ele explicou que nos hospitais públicos estaduais há profissionais de diversas especialidades, que não aceitam se submeterem ao regime especial. "A maior parte dos médicos que fizeram o Reda é recém-formada e ainda não tem especialidade."

O deputado Zé Neto (PT) criticou o contrato que a Sesab mantinha com a Coopamed, lembrando que os médicos do Estado não tinham um plano de cargos e salários e nem direitos a férias e décimo-terceiro. "Eles estavam com os ganhos aviltados, mas o que não podemos é contratar categorias com discrepâncias entre um profissional e outro", argumentou. Segundo ele, a crise na saúde pública é antiga – apenas sete municípios baianos possuem mais de cinco especialidades médicas – mas agora ela está sendo discutida de forma transparente e sem subterfúgios.

 



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