"Apressa-te, jovem e hábil taquígrafo, prepara a tabuleta, na qual, com simples sinais, escreves frases inteiras, com a mesma presteza que outros fixam uma só palavra". Assim o poeta latino Ausonio descreve o trabalho dos taquígrafos na poesia intitulada "A um Taquígrafo Veloz". Estes profissionais mereceram moções de louvor e aplauso apresentadas à Assembléia Legislativa pelos parlamentares Zilton Rocha (PT) e Ângela Sousa (PSC), em comemoração à passagem do Dia do Taquígrafo, festejado ontem.
Taquigrafia é a arte de escrever por sinais com a rapidez com que se fala. O taquígrafo teve o seu dia estipulado no primeiro Congresso Brasileiro de Taquigrafia, realizado na cidade de São Paulo no ano de 1950. Segundo os deputados, deve-se a José Bonifácio de Andrada e Silva, patriarca da Independência, a criação do primeiro curso de taquigrafia do país, objetivando registar os discursos da primeira Assembléia Nacional Constituinte. Os dois parlamentares, aliás, informam ainda que o Dia do Taquígrafo alude à instalação da Assembléia Nacional Constituinte, em 1823, quando, naquela oportunidade, pela primeira vez, taquígrafos parlamentares exerceram a profissão.
A deputada Ângela Sousa citou o ex-senador Guido Mondim, quando este destacou em sessão plenária, em 1974, a importância destes profissionais, uma vez que eles "se dedicam, nos parlamentos, nos tribunais, nas salas de aulas, conferências e nos escritórios comerciais, a registrar com a fidelidade possível a palavra falada, que, sem esse recurso, se evolaria com o vento". O deputado Zilton Rocha ressalta a necessidade da continuação do trabalho do taquígrafo: "Que continuem registrando o presente para iluminar as pesquisas e compreensão do que daqui a pouco se tornará passado", frisa o deputado.
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