Entre as reivindicações, aumento salarial de R$ 4 mil para R$ 8 mil
O deputado Marcelo Nilo recebeu em audiência ontem, às 16h30, no gabinete da presidência da Assembléia Legislativa, uma comissão de delegados da Polícia Civil integrantes das diretorias da associação e do sindicato da categoria, que solicitaram o seu empenho para a melhoria das condições salariais dos delegados baianos – agora que está para chegar ao parlamento um projeto de lei reajustando os salários do funcionalismo estadual. Marcelo Nilo conversou com o grupo durante 40 minutos e comprometeu-se a encaminhar o pleito ao governador Jaques Wagner, mas frisando que é impossível a correção de distorções acumuladas em décadas de uma só vez e "ainda mais no início de uma nova administração".
A presidente da Associação, Soraia Gomes, deixou com o presidente da Casa uma pasta com documentos que embasam o pleito dos delegados, entre eles uma tabela com os valores pagos à categoria (em início e no fim da carreira) em todos os estados, figurando a Bahia no antepenúltimo lugar. Carreira considerada técnico-jurídica, a de delegado de polícia, segundo ela, não tem o mesmo tratamento dispensado pelo Estado para os juízes e procuradores. Soraia reafirmou a disposição de persistir na negociação, sabe que "a luta será árdua e longa" e declarou-se aberta ao estabelecimento de um cronograma para se chegar ao salário inicial (com todas as vantagens) de R$ 8 mil, contra os R$ 4 mil atuais.
Marcelo considerou o pleito justo, mas observou que o Legislativo não pode criar despesas; portanto, não tem prerrogativa para ampliar o percentual que venha a ser encaminhado pelo Executivo. Ele pediu cautela aos delegados, buscou esclarecer os riscos e o desgaste que a radicalização acarretaria à categoria e o desserviço que prestaria ao povo, ao passo que reafirmou a boa vontade do governador Jaques Wagner em melhorar os vencimentos dos funcionários estaduais, mas destacando a impossibilidade de se chegar ao ideal ou de se resolver as coisas de uma vez. Para ele, o chefe do Executivo será um aliado dos delegados, pois defende a profissionalização, daí a necessidade de cautela das lideranças e da inconveniência do surgimento de algum movimento de greve numa área tão sensível.
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