458 anos da capital são saudados em novas moções de deputadas
A passagem do aniversário de 458 anos de Salvador, comemorado ontem, foi destacado por pelo menos três parlamentares na Assembléia Legislativa. As deputadas Ângela Sousa (PSC), Maria Luiza Laudano (PT do B) e Virgínia Hagge (PMDB) apresentaram moções de congratulação, nas quais lembraram um pouco a história da cidade.
Ângela contou, por exemplo, que a trajetória de Salvador teve início 48 anos antes de sua fundação oficial, com a descoberta da Baía de Todos os Santos em 1501. "A baía reunia qualidades portuárias e de localização, o que a tornou referência para os navegadores, passando a ser um dos pontos mais conhecidos do Novo Mundo", observou a parlamentar, destacando que essa característica fomentou a idéia da construção da cidade.
Então, em 29 de março de 1549, como explicou Virgínia Hagge, a armada portuguesa aportou na Vila Velha (hoje Porto da Barra), comandada pelo português Diogo Alvares, o Caramuru. Era fundada oficialmente a cidade do São Salvador da Bahia de Todos os Santos, que desempenhou um papel estratégico na defesa e expansão do domínio lusitano entre os séculos XVI e XVIII, sendo a capital do Brasil em 1549 a 1763.
"Salvador serviu de palco dos acontecimentos mais marcantes dos primeiros três séculos de nossa história colonial", afirmou a deputada Maria Luiza Laudano na moção. "Foi o principal Porto Atlântico das naus, das rotas das especiarias com destino ao Oriente, da prosperidade com a exportação do açúcar produzido nos engenhos do Recôncavo e, depois, do comércio entre a colônia e Portugal". Além disso, acrescentou ela, Salvador foi escolhida como refúgio da família real portuguesa ao fugir das investidas de Napoleão na Europa, em 1808.
Prosseguindo com o resgate histórico, Ângela Sousa lembrou que, mesmo um ano depois da declaração da independência do Brasil, Salvador continuou ocupada pelas tropas portuguesas do brigadeiro Madeira de Mello. "No dia 2 de julho de 1823, Salvador foi palco de um dos mais importantes acontecimentos históricos da Bahia e que consolidou a total independência do Brasil", disse ela, lembrando que a data passou a ser referência cívica dos baianos, comemorada atualmente com grande participação popular.
Maria Luiza Laudano preferiu, em sua moção, citar figuras expressivas que viveram na cidade, como os poetas Gregório de Matos e Castro Alves, os juristas Visconde de Cairu e Ruy Barbosa, além de outras mais contemporâneas como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa e Maria Bethânia. "O legado de uma das mais belas cidades do mundo foi deixado por povos de outros continentes, pela miscigenação cultural, pelo sincretismo religioso e pelo povo hospitaleiro", continuou a deputada.
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