O deputado Tom Araújo (DEM) lembrou a história de Queimadas, em moção de congratulações apresentada na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), pela passagem dos 135 anos de emancipação política e administrativa do município, localizado no nordeste baiano. Segundo o democrata, a cidade de Queimadas surgiu em 20 de junho de 1884, sendo a mais centenária das cidades no sertão nordestino da Bahia.
“A origem do município remonta às fazendas, “As Queimadas”, pertencentes a Dona Isabel Maria Guedes de Brito. O nome foi originado a partir das grandes queimadas de caatinga que ali faziam para brotar roçados, hábito praticado pelos índios antes mesmo do descobrimento e seguido pelos colonizadores”, disse.
Conforme o parlamentar contou por meio da moção, logo que o povoamento das fazendas “As Queimadas” começou, surgiu a capela na qual Santo Antônio foi entronizado e elevado à condição de padroeiro da localidade nascente. Em torno da capela, começou a ser formado o arraial. A denominação Queimadas ganhou uma complementação na época, passando a adotar a nomenclatura de Santo Antônio das Queimadas.
“Mais tarde, o povoado foi elevado à Vila Bela de Santo Antônio das Queimadas e, hoje, denomina-se apenas Queimadas”, afirmou.
Queimadas tem uma enorme diversidade histórico-cultural. É reconhecida como local de descanso das tropas militares que iam em direção à cidade de Canudos, terra de antigos coronéis da República Velha (1889-1930). Hoje é um município de festas populares e de pessoas que, através da arte, resgatam a cultura do povo nordestino e brasileiro.
Localizada a 302 km da capital baiana, em pleno semiárido, mais precisamente numa região conhecida como polígono das sexas, em razão das chuvas escassas. No entanto, sua condição climática não retira o ânimo dos queimadenses, povo trabalhador que ama essa terra abençoada com a presença do Rio Itapicuru e seus afluentes que margeiam o território e tornam férteis suas terras, ornadas por diversas espécies da vegetação da caatinga,concluiu o democrata.
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