Mesmo sem novas apreensões do dinheiro saqueado da queda do avião bimotor, há uma semana, no distrito de Maracangalha, em São Sebastião do Passé (a 58 km de Salvador), moradores continuam se queixando das agressões que vêm sofrendo. Anteontem, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, deputado Yulo Oiticica (PT), prometeu investigar as ações violentas de grupos armados – alguns teriam se apresentado como policiais – em busca do dinheiro perdido. A quantia recuperada pela polícia continua em R$ 539,3 mil dos R$ 5,56 milhões que eram transportados pelo avião.
Yulo esteve à frente de uma comitiva que percorreu, ontem, os povoados atingidos pelos desmandos, colhendo relatos das vítimas das investidas. "A ausência da lei foi a marca. Pois supostos policias sem a devida autorização legal (mandado de busca e apreensão), invadiram casas, agrediram pessoas de todas as idades, promovendo atos de vandalismo, desrespeito e violência. Se for preciso recorreremos ao Ministério Público e levaremos o caso à Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal para as devidas providências. O povo não pode continuar a ser tratado desta forma", assegurou o parlamentar. Representantes da Defensoria Pública e Fórum Comunitário de Combate à Violência (FCCV) estão acompanhado também o caso.
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