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Sessão na Assembleia marca o lançamento do Connegro

Publicado em: 22/12/2017 00:00
Editoria: Diário Oficial

Concorrido evento foi proposto pelo deputado Luciano Simões Filho
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Sessão especial realizada na manhã de ontem, dia 21, na Assembleia Legislativa da Bahia, marcou o lançamento do Coletivo Nacional da Organização Negra (Connegro). No final do evento, presidido pelo deputado Luciano Simões Filho (MDB), foram aprovados por unanimidade os nomes que comporão o conselho deliberativo e a diretoria executiva da entidade que, apesar da abrangência nacional, terá sede na Bahia. O lema do Connegro é “Unidos pela pele”.

Segundo o aclamado presidente do coletivo, Nestor Neto, que também lidera o Movimento Democrático Evangélico do MDB, o objetivo do Connegro é fortalecer a população afrodescendente e trabalhar para que cada vez mais negros ocupem espaços de poder. “O Brasil foi construído com o suor dos negros e, até hoje, não foi feito uma reparação a altura”, afirmou Neto, lamentando a pouca representatividade dos afrodescendentes nos espaços de poder do Brasil.

Neto destacou ainda o papel que a entidade terá  para apresentar na esfera pública as demandas do povo negro e para prevenir a violência que mata grande parte dos jovens afrodescendentes.  O coletivo pretende trabalhar ainda questões de saúde como a anemia falciforme (doença que acomete principalmente a população negra), além de ações afirmativas e de valorização, resgate cultural, mapeamento de espaços religiosos, entre outros assuntos. “Vamos trabalhar para empoderar a população negra”, resumiu Nestor Neto.

Proponente da sessão, Luciano Simões Filho lembrou as comemorações relativas ao Dia da Consciência Negra, em novembro, e destacou a importância da luta para reequilibrar as relações humanas e fortalecer a população negra, que durante muito tempo ficou marginalizada no país. “Essa é uma luta que é de todos nós, independente da cor da pele”, afirmou o parlamentar.

Nestor Neto afirmou que o coletivo será um  instrumento público que não vai negar o que foi construído mas vai fazer uma releitura e apresentar o novo. “Vamos fazer uma renovação do processo que vai ter as figuras do movimento histórico e figuras novas. Um projeto que seja politico e cidadão”, afirmou ele, que começou a vida pública no movimento estudantil e foi presidente da Associação Baiana dos Estudantes Secundaristas (Abes). Ele foi um dos idealizadores e líder do movimento a Revolta do Buzu em 2003 e já foi vice-presidente da Juventude Nacional do MDB, entre outros cargos.

Também integrante da diretoria executiva do Connegro, Washington Lopes afirmou que a entidade terá um caráter apartidário. “Vamos abrir às portas para todos os quiserem trabalhar para o empoderamento negro”, reforçou ele. Laíse Neres, gerente do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) de Mata Escura, observou que essa luta por empoderamento é ainda mais importante quando se trata da mulher negra. “Nós, mulheres pretas, estamos na base da pirâmide social, e só vamos ascender quando estivermos unidas”, acredita ela.


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