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Obras de Florisvaldo Mattos e Francisco Mangabeira são lançadas pela ALBA

Publicado em: 15/12/2017 00:00
Editoria: Diário Oficial

Bastante concorrida, solenidade na sede da Academia de Letras contou com a participação de intelectuais e amigos dos escritores
Foto: CarlosAmilton/Agência-ALBA
Dentro da programação das comemorações dos 100 anos da Academia de Letras da Bahia (ALB), o Programa Alba Cultural, da Assembleia Legislativa da Bahia, lançou ontem o 14º e o 15º volumes da “Coleção Mestres da Literatura Baiana”. Na solenidade, que aconteceu na sede da Academia de Letras, foram lançados os livros “Tragédia Épica – Guerra de Canudos”, de autoria de Francisco Mangabeira e “Antologia Poética e Inéditos” do mestre, jornalista e poeta Florisvaldo Mattos. Segundo a presidente da Academia, professora Evelina Hoisel, o lançamento dos livros é um momento de muita alegria. “Hoje podemos dizer que se consolida essa parceria com a Assembleia. Essa coleção foi lançada na presidência do acadêmico Aramis Ribeiro Costa e alcança agora o 15º volume sendo que já estamos com mais dois livros prontos para lançamento”, informou.

Representando a Assembleia Legislativa, o professor Délio Pinheiro iniciou o seu pronunciamento justificando a ausência do presidente da ALBA, deputado Angelo Coronel (PSD), em função de compromissos legislativos. Délio Pinheiro ressaltou ainda que a parceria com a Academia de Letras é a mais antiga do Projeto Alba Cultural. “Esse programa teve início na gestão do ex-presidente Antonio Honorato, mas ganhou força a partir das gestões dos presidentes Clóvis Ferraz e Marcelo Nilo, períodos em que foram publicados cerca de 80% dos mais de 300 títulos lançados ao longo desses anos”, disse. Com relação aos livros do lançamento, Délio fez questão de parabenizar Florisvaldo Mattos pelo livro e agradecer ao professor e acadêmico Aleilton Fonseca, que organizou e revisou o livro de Francisco Mangabeira e “conseguiu a cessão dos direitos autorais, condição fundamental para tornar essa obra realidade”, completou.

Já o acadêmico Aleilton Fonseca afirmou que trazer de volta a obra de Francisco Mangabeira para as prateleiras “é uma forma de mostrar aos leitores, experientes e novatos, as joias que existem na literatura da Bahia”. Para ele, Francisco Mangabeira conseguiu passar de forma poética a tragédia que foi a guerra de Canudos. “São 20 poemas e cada um deles é um testemunho de um jovem sobre a guerra, traduzindo o sofrimento daqueles sertanejos”, afirmou. Por fim, o mestre Florisvaldo Mattos falou sobre o seu livro. Ele agradeceu a Ruy Espinheira Filho, que o incentivou a fazer a sua própria antologia poética. “Segundo Ruy, ninguém melhor do que o autor para selecionar as suas poesias que melhor lhe representam”, completou. Mattos disse ainda que optou por organizar, não de forma cronológica de publicação, “mas sim de forma que levasse o leitor a um sentimento mais lúdico”. O poeta finalizou confessando que quebrou uma regra básica das antologias. “Me permitir agregar aos trabalhos já publicados, poemas inéditos, quebrando assim uma regra comum”, concluiu.

CONJUNTO DA OBRA

No início da solenidade, ainda como parte das festividades do centenário da Academia, o professor Edivaldo Boaventura foi agraciado com o prêmio “Pelo Conjunto da Obra”, uma honraria concedida pela Academia de Letras da Bahia, em reconhecimento a produção literária e científica de Boaventura. Para ele esse prêmio, “concedido por unanimidade pelos acadêmicos, com toda a sua simbologia e significado, vem coroar todo o esforço desprendido por mim, para alcançar esses resultados”, completou.


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