O Tribunal de Contas do Estado(TCE), realizou o talk show na quinta-feira(30), no auditório da União dos Municípios da Bahia (UPB), onde várias instituições educacionais estiveram presentes, e entre elas, a Escola do Legislativo da Assembleia Legislativa da Bahia, representada pela diretora Fernanda Guedes, a coordenadora de estágio Laissa Lemos e os estagiários.
“Os conteúdos postos em questão na palestra foram significativos tanto para a complementação do conhecimento como para a bagagem de nossos estagiários, também foi de encontro ao nosso principal objetivo, que é a solidificação da educação em todas as suas esferas” disse Fernanda.
A abertura ficou por conta da banda formada por alunos da Fundação da criança e do adolescente (Fundac), que entoaram canções de cunho reflexivo, como “Que país esse?” de Renato Russo. Outro ponto artístico que vale ressaltar, foi a presença de jovens poetisas, que recitaram poemas em respeito à figura da mulher e em protesto sobre a atual conjuntura política que vive o Brasil.
O projeto “CidadaniATIVA” foi idealizado pela corregedora do TCE/TO, Doris de Miranda Coutinho, e teve o apoio de Inaldo da Paixão Santos Araújo, presidente do TCE/BA. As questões pontuadas na mesa foram: Cidadania, Controle Social, Desenvolvimento de Lideranças, Educação, Participação Social, Política e Juventude e Políticas públicas. Que serviram de base para nortear o desenvolvimento da palestra.
“Entendo perfeitamente os anseios dessa juventude, pois sou oriundo de escola pública e foi onde passei toda minha vida estudantil e sei como é difícil vencer os obstáculos, por isso lhes digo: podem tirar tudo de nós, menos o conhecimento que guardamos em nossa alma” salientou Inaldo.
Os palestrantes foram Tábata Amaral de Pontes e José Frederico Lyra Netto, ambos com formação pela universidade de Harvard, e ex-alunos do ensino público do Brasil. Os jovens militantes engajados na causa pautada na valorização da educação pública de qualidade trouxeram pontuações e questionamentos pertinentes ao desenvolvimento escolar como vetor de transformação social, propondo uma nova postura organizacional para a juventude e a sociedade como um todo, com a finalidade de construir um novo olhar para a educação no país.
A desconstrução da cultura da terceirização de responsabilidades tem feito a sociedade assumir o papel de agente de mobilização social, pautada no incentivo de provocar o senso crítico e buscar soluções para ressignificar a política, mostrando que o jovem pode alcançar todos os patamares imagináveis, desde de que entendam que só através do comprometimento com a educação isso será possível. “Os jovens tem que de fato mudar a cultura educacional, ter um despertar para a cidadania, e procurar entender e disseminar o papel da política, e fazer do seu poder de voto instrumento de transformação” ressaltou Doris.
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