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Comissão de Agricultura avalia ato violento em fazenda no Oeste

Publicado em: 08/11/2017 00:00
Editoria: Diário Oficial

Integrantes do colegiado estão preocupados com a situação
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A Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Eduardo Salles (PP), se reuniu na manhã de ontem para analisar a situação em que se encontra a Região do Oeste do Estado, onde vem acontecendo a ocupação de terras por pequenos agricultores locais.

Desde o dia 2 de novembro passado, fazendas da região, principalmente em Correntina, foram invadidas por centenas de pessoas e sofreram atos de vandalismo, segundo relato policial. Uma delas, pertencente ao grupo Igaratiba, gera 5 mil empregos e possui todas as licenças ambientais e outorgas pertinentes para produzir óleo, cebola, batata, cenoura, algodão e soja, ressaltou o parlamentar.

Sua produção gera também 10 mil empregos indiretos, com importância considerável na agropecuária nacional. A invasão das fazendas aconteceu de forma violenta. Vinte e um tratores foram queimados e todo sistema de bombeamento foi destruído, num ato considerado pelas autoridades como vandalismo. Os invasores também derrubaram a subestação elétrica, fato amplamente noticiado pela imprensa nacional.

PROTESTO

O deputado Carlos Ubaldino (PSC) também registrou o seu protesto “com esta ação de tamanha violência. Quero me solidarizar com a postura do governador Rui Costa e do secretário de Segurança Pública do Estado, Maurício Barbosa, no sentido de identificar os responsáveis para que este ato não fique impune. Tenho certeza que a secretaria estará firme na defesa do pequeno produtor”, disse.

Salles ressaltou que se dedica à agropecuária como agrônomo, que foi dirigente de empresa do setor e que nunca tinha visto algo parecido na Bahia. Ele conta que só tinha ouvido falar de incidentes do tipo “em dois países africanos, em São Paulo e no Rio Grande do Sul. Já o deputado Antonio Henrique (PP) disse que “não é assim que vamos resolver as coisas, as questões ambientais. Nós sabemos das dificuldades, crises hídricas na Bahia e no Brasil, mas não é dessa forma que se vai resolver o problema. Isto é um absurdo o que aconteceu em Correntina”.

A população de Correntina alega que o agronegócio está acabando com os rios do Monte Serrado. A outorga d'água é a condição para que o rio possa ter a vazão ecológica. Na menor vazão do rio, alegam, é preciso ter 20% de água correndo ali. “A água do rio vai para o mar, é necessário produzir alimentos, empregos e ainda mais em áreas como serrado baiano”, disse Eduardo Salles.

 

 



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