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Comissão da Mulher faz balanço de audiência e define nova pauta

Publicado em: 26/10/2017 00:00
Editoria: Diário Oficial

Deputadas avaliaram positivamente evento realizado em Juazeiro
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 A sessão especial do Outubro Rosa que aconteceu em Juazeiro, no dia 18 de outubro, repercutiu na Comissão Especial dos Direitos da Mulher da ALBA. A vice-presidente do colegiado, Mirela Macedo (PSD) fez um breve relato sobre o evento e encaminhou as propostas debatidas no norte do Estado.

 “A sessão em Juazeiro foi bastante produtiva. Visitamos o Instituto Ivete Sangalo e percebemos a demanda que o espaço necessita. O maior pleito das mulheres do norte da Bahia é que o Instituto cresça e se transforme num hospital para tratamento do câncer de mama”, relatou a deputada. A parlamentar explicou que o Instituto atende Juazeiro e mais oito municípios da região.

 QUEIXAS

 “As mulheres diagnosticadas com o câncer de mama são encaminhadas para tratamento no Hospital São Rafael ou Hospital da Mulher. E, ainda assim, ouvimos muitas queixas pela demora para iniciar o processo de cura da doença”, completou Mirela. Durante a sessão, as mulheres de Juazeiro disseram receber auxílio da prefeitura para os gastos com transporte e moradia, mas os outros municípios, que são atendidos pelo Instituto, não fornecem qualquer tipo de auxílio às mulheres.


 A deputada Fátima Nunes (PT) parabenizou pela sessão e acredita que as parlamentares precisam trabalhar numa proposta para a prevenção ao câncer de mama. “O volume das mulheres com câncer é enorme e precisamos debater este aumento. É devido à alimentação, ao estresse, à falta de exercício?”, interrogou a parlamentar.


 Dessa forma, as deputadas aprovaram visita do colegiado aos hospitais São Rafael e da Mulher, que recebem pacientes diagnosticadas com câncer de mama do norte do Estado, com o intuito de investigar o motivo da demora no atendimento. A deputada Mirela também pede empenho das integrantes do colegiado para intermediar com o Governo do Estado e com o Hospital de Barretos a ampliação do Instituto Ivete Sangalo. A partir do evento em Juazeiro, a deputada Mirela Macedo vai pleitear com o senador Otto Alencar (PSD/BA) emendas parlamentares voltadas para demandas específicas das mulheres.


 PROPOSIÇÕES


 Na reunião, as deputadas aprovaram audiências públicas e atividades a serem realizadas neste semestre. No próximo dia 9, vai acontecer audiência pública no colegiado para comemorar 10 anos de projetos artísticos estudantis. No dia 24 de novembro, o colegiado vai para Bacia do Jacuípe debater a violência contra a mulher. E no dia 6 de dezembro, as deputadas debatem no município de Vera Cruz os direitos das mulheres. A petista Fátima Nunes sugeriu convite para as secretárias de Estado da Bahia.


 A parlamentar lembrou que pela primeira vez há cinco mulheres como secretárias e acredita que é necessário o colegiado conhecer o orçamento das pastas e quanto do financeiro é voltado para atividades voltadas às mulheres.


 CONDENAÇÃO


 A presidente do colegiado, deputada Luiza Maia (PT), comemorou a condenação dos oito integrantes da banda New Hit pelo estupro coletivo a duas adolescentes no município de Ruy Barbosa. “A impunidade deles banalizava esse crime hediondo que é o estupro. Os estupradores, mesmo condenados a 10 anos de prisão, estavam em liberdade, enquanto as meninas, vítimas desta violência estúpida, estão com suas vidas devastadas. A Justiça baiana está de parabéns”, disse a parlamentar.


 Durante a reunião, também foi aprovada moção de aplausos à ex-ministra de Políticas para Mulheres do governo Dilma Rousseff, Eleonora Menicucci, que conseguiu reverter, em segunda instância, o resultado do processo que sofria do ex-ator Alexandre Frota, que determinou dela o pagamento de R$ 10 mil em indenizações. Eleonora estava sendo processada pelo ex-ator porque se referiu a ele como alguém que fez apologia ao estupro. A deputada Luiza Maia comemorou a decisão da Justiça e declarou que “a vitória de Eleonora Menicucci é de todas as mulheres”. Para a deputada, nenhuma mulher deve se esquivar de críticas e ter medo de denunciar.
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