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ALBA realiza sessão do Outubro Rosa em Juazeiro

Publicado em: 20/10/2017 00:00
Editoria: Diário Oficial

Mirela Macedo disse que, mais do que nunca, o momento é de incentivar o processo de conscientização
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 A tradicional sessão especial do Outubro Rosa, promovida pela Comissão dos Direitos da Mulher da Assembleia, aconteceu em um cenário novo. Às margens do Rio São Francisco, as deputadas Mirela Macedo (PSD) e Maria del Carmen (PT) representaram o colegiado e a Casa, no Campus da Universidade do Vale do São Francisco (Univasf), em Juazeiro. As parlamentares debateram sobre a necessidade de um diagnóstico precoce para detectar o câncer de mama e celebraram o trabalho desenvolvido pelo Instituto Ivete Sangalo, que realiza o trabalho de combate ao câncer há mais de 10 anos na região.


 “O Outubro Rosa é o momento em que temos a oportunidade de conscientizar as mulheres, por isso estamos em Juazeiro. Precisamos que a mensagem do autoexame chegue para todas. Não precisa ter vergonha, com o diagnóstico precoce muitas mulheres são curadas”, disse a vice-presidente do colegiado Mirela Macedo, representando a presidente da comissão, a deputada Luiza Maia (PT).


 TRABALHO


 Essa foi a primeira vez que a sessão de conscientização do Outubro Rosa se reuniu fora da Assembleia. O colegiado foi provocado pela voluntária do Instituto Ivete Sangalo, Katússia Almeida. Ela colaborava há cinco anos na instituição e, ao testar o novo mamógrafo instalado na unidade, foi diagnosticada com câncer de mama. Agora Katússia, que já está fazendo o tratamento em Salvador, deseja que o instituto se transforme num hospital para diagnóstico e tratamento do câncer de mama para atender às mulheres do Vale do São Francisco.
 “Antes de ser diagnosticada, conhecia a oralidade e a dor dessas mulheres. Mas o mundo dá voltas e agora estou aqui, diagnosticada com a doença. E, assim como todas, também preciso ser acolhida. Quero fazer o tratamento próximo da minha família e dos meus amigos”, disse Katússia.


 ACOLHIMENTO


 Para Maria del Carmen, os órgãos devem pensar numa forma de acolher as mulheres que estão em tratamento e também suas famílias. Muitas destas mulheres são as únicas fontes de renda do grupo familiar. “O Outubro Rosa também é um momento para debater outras questões relacionadas à vida das mulheres. Se há um grande número de nós com câncer, isso se deve ao estresse, à tripla jornada de trabalho e isso tudo precisa ser debatido”, disse a petista.


 A defesa do acesso integral à saúde e do Sistema Único de Saúde (SUS) também foi debatido pelas deputadas. Assim, como o “desmonte da saúde pública promovido pelo presidente Michel Temer", disse del Carmem. Muitos relatos pessoais de câncer de mama também estiveram na pauta da sessão. A deputada Mirela relatou já ter passado por biópsia para investigar um nódulo na mama, o que a faz ir anualmente ao médico realizar mamografia. Já a deputada Maria del Carmen declarou que a mãe, de 85 anos, foi diagnosticada com o câncer de mama e está em tratamento.


 PARTICIPANTES


 A sessão foi acompanhada por autoridades, políticos, estudantes da área de saúde e muitas mulheres assistidas pelo Instituto da cantora. O deputado Zó (PC do B), natural da região, se mostrou entusiasmado com a ida do colegiado para Juazeiro. Para ele, o Outubro Rosa é uma campanha que precisa ser amplamente divulgada.  “Concordo com a deputada del Carmen de que precisamos aproveitar o Outubro Rosa para fazer outros debates. Não dá para dizer que a sociedade avança com práticas tão machistas”, disse.


 Prefeito de Juazeiro, Paulo Bonfim agradeceu às parlamentares pela presença no município e lembrou que este não possui demanda reprimida no fluxo de rastreamento do câncer de mama. O diretor do Instituto Ivete Sangalo, Adriano Bonfim, e a cantora foram homenageados pelos serviços prestados aos municípios da Região Norte da Bahia.


 A Secretaria da Saúde de Juazeiro orientou sobre o autoexame da mama e informou sobre o fluxo para diagnóstico e tratamento da doença no município. Também foram ofertados testes rápidos para infecções sexualmente transmissíveis, distribuição de preservativos e aferição de pressão e glicemia. Estudantes do Colégio Luís Eduardo Magalhães apresentaram manifestações culturais de Juazeiro, como as lavadeiras do Angari. Também se apresentou o coral com músicas africanas e homenageando as mulheres.
 



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