As portas do plenário da ALBA se abriram ontem para grande parte da representação empresarial da Bahia e do país, durante a sessão em que foi concedido o Título de Cidadão Baiano a Antoine Tawil, vice-presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas da Bahia (FCDL).
A mesa de honra foi composta pelo desembargador Lidivaldo Britto, o vereador de Salvador José Trindade, o vice-presidente da Fieb, Carlos Gantois; o presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB), Luís Fernando Studart; a diretora da Santa Casa de Misericórdia e ex-presidente da ACB, Lize Weckerle; o superintendente do Sebrae, Jorge Khoury; presidente do IGHB, Eduardo Moraes, presidente da Cieb, Reginaldo Roque; o vice-presidente da Fecomércio, Kelsor Fernandes e o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, que veio do Ceará com a esposa especialmente para o evento. Prestigiaram o evento também o conselheiro do TCE Manoel Castro e o deputado federal Robison Almeida.
Presidente da sessão, Carlos Geilson (PTN) promoveu a composição da mesa e tomou a palavra para fazer o discurso de saudação, logo após a execução do Hino Nacional. “Dizem os estudiosos que o migrante convive eternamente com a situação de deixar de pertencer à terra da qual emigrou, mas nunca chega a pertencer realmente à terra para a qual migrou”, disse, considerando que esta regra não se aplica ao homenageado.
"Ele ainda preserva, em sua formação, aspectos culturais de sua ascendência, como também da Inglaterra, onde estudou, e dos Estados Unidos e de outros países onde trabalhou, mas hoje é plenamente integrado à sociedade e à cultura baianas”. O parlamentar comentou que o plenário lotado de representantes dos mais diversos extratos sociais da Bahia era “uma clara mostra dessa integração”.
Toni Tawil, como Geilson disse, foi abaianando-se e integrando à sociedade local gradativamente. Ele ressaltou que a opção pelo comércio é um traço que os primeiros libaneses que chegaram ao país, no Século XIX, ajudando a construir o país, mantendo a tradição comercial dos fenícios, um dos povos que formaram o Libano.
Impedido de comparecer ao evento por motivos pessoais, o ex-ministro-chefe da CGU, Jorge Hage, fez questão de enviar uma mensagem de saudação ao “mais do que meu primo, um irmão (irmão que não tive) que só vim a conhecer depois de adulto".
Hage disse que Toni “veio do longínquo Líbano, na década de 1980, trazendo na bagagem, de sua personalidade singular, todas as características de afeto, sensibilidade e profunda valorização dos laços familiares, de um lado, e, de outro, a energia, o discernimento, a firmeza e a capacidade de resistência do bravo povo libanês”.
“De lá também vieram os meus pais, como tantos outros milhares de libaneses, que hoje constituem no Brasil uma das maiores concentrações de libaneses e descendentes no mundo”. Ao todo são entre sete e dez milhões, segundo o Itamaraty, portanto, mais do que o dobro da população total daquele país.
O ex-ministro lembrou que Toni chgou ao país com pouco mais de 30 anos, já trazendo na bagagem uma formação acadêmica na Oxford e vasta experiência em uma multinacional na Arábia Saudita. “Aqui naturalizou-se brasileiro, casou-se, constituiu família e, em pouco tempo, se destacou pela competência empresarial e por suas incomuns qualidades de líder”, definiu.
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