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Bahia e Pernambuco se unem contra privatização da Chesf

Publicado em: 18/10/2017 00:00
Editoria: Diário Oficial

A pedido do Sindicato dos Eletricitários da Bahia (Sinergia), e com apoio dos deputados Fábio Souto (DEM) e Zó (PC do B), integrantes da Comissão de Meio Ambiente - além Paulo Rangel e Maria del Carmen, ambos do PT - a Assembleia Legislativa debateu ontem, em audiência pública, os 'Impactos da Privatização da CHESF' e a situação do Rio São Francisco.


 O evento contou com a participação de muitos deputados estaduais e federais da Bahia, além de representantes dos povos indígenas, vereadores, comunidades ribeirinhas atingidos por barragens, pequenos agricultores, comerciantes, MST, e um grande número de servidores da Chesf, denominados de chesfianos, além de outros representantes da comunidade civil organizada, contrários à privatização. O deputado estadual Lucas Ramos e o ex-federal Fernando Ferro, ambos de Pernambuco, também participaram dos debates, visando acima de tudo "fortalecer a frente parlamentar do Nordeste contra a privatização da Chesf".


 Um dos objetivos do Sinergia ao pleitear esta audiência pública foi sensibilizar o maior número de parlamentares baianos no sentido de mostrar o quanto a Chesf impulsiona o desenvolvimento econômico do Nordeste. A empresa, segundo o sindicato, é geradora de emprego e renda, além de ser fundamental na preservação do Rio São Francisco, que ao longo da sua história é motivo de preocupação pelo uso múltiplo de suas águas.

                                                                                                          MÉRITO
 

Durante os debates, foi negado que a Chesf seria um 'cabide de empregos', possuindo, em seu quadro de servidores, técnicos capacitados e também concursados. Além disso, foi anunciado pela engenheira Lais Falcão que a empresa deu lucro em 2016 e está também dando lucros em 2017.


 O deputado Paulo Rangel (PT) foi taxativo no início do seu pronunciamento quando disse “não à privatização” e acrescentou. "Sou eletricitário desde o útero da minha mãe, quanto ela chegou em Paulo Afonso e anos depois, por volta de 1959, passou a ser funcionária da Chesf. Pude acompanhar toda a fase de estruturação da Chesf. Eu quero aqui fazer uma avaliação do futuro em relação ao que isso pode representar. Paulo Afonso, na década de 70, recebia mais turistas para visitação às cachoeiras do que hoje. A privatização da Chesf faz parte de uma política entreguista”, disse.


 APOIO


 O deputado pernambucano Lucas Ramos não escondeu seu entusiasmo pelo apoio da Assembleia Legislativa da Bahia  a esta causa, "principalmente quando dá as mãos à Casa Legislativa de Pernambuco, numa autêntica frente parlamentar para evitar a privatização da Chesf e do Rio São Francisco. Pediu apoio na representação que Pernambuco fará ao Ministério Público e à Justiça contra o desejo do Governo Federal de privatizar a Chesf, "já com empresários chineses sonhando com essa possibilidade", disse.


 Entre os parlamentares baianos também estavam presentes os estaduais Joseildo Ramos, Zé Neto, Bira Corôa e Rosemberg Pinto, do PT; Eduardo Salles (PP), Luciano Simões Filho (PMDB), Roberto Carlos (PDT), Luciano Ribeiro (DEM), além dos federais Nelson Pelegrino e Luiz Caetano, ambos petistas.



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