A Comissão dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa vai realizar, na próxima quarta-feira, dia 4, uma audiência pública com a presença de integrantes do Movimento Auditoria Cidadã da Dívida. Durante o evento, serão debatidos o orçamento do Governo Federal e o montante desembolsado no Brasil para o pagamento dos juros da dívida. “Precisamos popularizar esse debate”, defendeu a presidente do colegiado, deputada Luiza Maia (PT).
A audiência terá as presenças dos coordenadores do núcleo baiano, Denise Carneiro, Priscila Martins e Bernardo Cortizo. “A maior parte de nosso orçamento, calculado, em R$ 2,56 trilhões, vai parar nas mãos dos banqueiros e grande corporações. Temos que entender as razões disso”, acrescentou Luiza. De acordo com ela, do orçamento federal apenas 3,79% vai para a educação e 3,90% para a saúde, enquanto 43,94% são destinados ao pagamento dos juros e à amortização da dívida pública.
A Reforma da Previdência Social, responsável por 22,54% do orçamento da União, também estará em debate na Comissão dos Direitos de Mulher. A deputada Maria del Carmen (PT) observou, por exemplo, que quando foi criada a Previdência contava com recursos previstos não só das contribuições dos patrões e empregados mas também do Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), loterias, entre outros. “O problema é que parcela desses recursos foram retirados para pagar os juros das dívidas”, argumentou a parlamentar.
Para o deputado Bira Corôa (PT), o debate sobre a Reforma da Previdência é especialmente importante para as mulheres. “Quando querem aumentar a idade da aposentadoria paras mulheres eles não levam em consideração a terceira jornada que as mulheres fazem em casa, as condições de trabalho e as desigualdades no mercado de trabalho”, afirmou Bira. Já a deputada Neusa Cadore (PT) acredita que só a força dos movimento sociais conseguirá barrar a reforma do jeito que está sendo prevista.
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