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Fundo de Cultura da Bahia é tema de audiência

Publicado em: 26/09/2017 00:00
Editoria: Diário Oficial

Evento idealizado pelo petista Marcelino Galo reuniu estudantes, artistas, produtores e agentes culturais do Estado
Foto: JulianaAndrade/Agência-ALBA
Criado em 2005, no governo Jaques Wagner, o Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) foi tema de uma audiência pública nesta segunda-feira, dia 25, no Teatro Experimental da Escola de Dança da Ufba, no campus de Ondina, em Salvador. Proposto pelo deputado Marcelino Galo (PT), o evento reuniu estudantes, artistas, produtores e agentes culturais do Estado. “É importante compreendermos a Cultura como um elemento estruturante, fundamental, do processo civilizatório, que precisa, portanto, ser valorizada, e ter um arcabouço jurídico que garanta o seu fomento”, afirmou o petista, que refletiu sobre as mudanças a serem propostas ao Fundo de Cultura. “Um dos pontos principais é justamente a possibilidade do recurso não aplicado num ano poder ser utilizado nos anos subsequentes nos projetos culturais”, acrescenta o parlamentar, que defende a ampliação do orçamento da Cultura para o mínimo de 1,5%. 

Em comparação à Lei de Incentivo, o Fundo de Cultura permite o financiamento de uma maior diversidade de projetos.
“O fundo atende qualquer tipo de projeto. Ele pode contemplar um projeto de uma pequena comunidade cultural do interior, como um projeto maior. Ele é muito mais amplo”, destacou Albino Rubim, ex-secretário de Cultura do Estado. Em 10 anos, o FCBA garantiu mais de R$ 134 milhões de reais em recursos aplicados em várias linguagens culturais no estado.

“Os produtores não tem como suportar os gastos de uma montagem, de um circuito, sem o fundo que dê subsídios para isso. 
De modo que o Fundo de Cultura é fundamental para a realização  de atividades culturais”, analisa a diretora da Escola de Dança da Ufba, professora Dulce Aquino, ao avaliar a importância da política pública para área de dança.

O ator e diretor de teatro Gordo  Neto, que já teve 5 projetos contemplados em editais públicos, também avalia a importância de  se fortalecer o Fundo de Cultura na Bahia. “Não é simplesmente a montagem de um espetáculo, por exemplo. São projetos que têm a duração de um ano, de dois anos, projetos de longas duração e que são edificantes”, pontuou, ao destacar que na próxima segunda- feira (2) o grupo volta a aprofundar o debate para definir ações de fortalecimento do Fundo de Cultura.


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