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Comissão da Mulher marca posição em prol da diversidade

Publicado em: 21/09/2017 00:00
Editoria: Diário Oficial

Integrantes do colegiado aprovaram moção com críticas à decisão do juiz Waldemar Carvalho que autoriza a ?cura gay?
Foto: Arquivo/Agência-ALBA
Em reunião ordinária realizada na manhã de ontem, a Comissão dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa da Bahia aprovou, por unanimidade uma moção com críticas à atitude do juiz federal Waldemar Cláudio de Carvalho, devido à liminar concedida pelo mesmo que autoriza a terapia de reversão sexual, chamada de “cura gay”. 

“Nossa sociedade não pode retroceder assim, por um entendimento conservador como este. Este tratamento é proibido pelo Conselho Federal de Psicologia desde 1999, porque doença é o preconceito, o desrespeito, a homofobia, não a homossexualidade”, afirmou a deputada Luiza Maia (PT), presidente do colegiado.

A socialista Fabíola Mansiur, que já presidiu o colegiado, disse que “homossexualidade não é doença, é uma decisão muito pessoal e que deve ser respeitada por todos: aqueles que são da comunidade LGBT e aqueles que a ela não pertencem”, declarou, em pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa. “Moção de repúdio a essa liminar que vai gerar mais retrocesso, mais violência, mais mortes, mais preconceito e a gente não pode se calar diante de tal coisa”. Para ela, o argumento da “liberdade científica” utilizado pelo magistrado é falacioso, uma vez que desde 1990 o homossexualismo foi retirado da lista de doenças da Organização Mundial de Saúde. 

A atitude do juiz da 14ª Vara do Distrito Federal gerou uma reação em todo o país. No entendimento das deputadas do Legislativo baiano, o repúdio coletivo pode ajudar na reversão desta decisão judicial. Também participaram da sessão as petistas Neusa Cadore e Fátima Nunes e as deputadas do PSD Ângela Sousa, Ivana Bastos e a vice-presidente do colegiado, Mirela Macedo.   


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