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Presidente recebe eletricitários da CHESF e se posiciona contra privatização do sistema hidrelétrico

Publicado em: 19/09/2017 20:10
Editoria: Presidência

O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia – ALBA, Angelo Coronel, recebeu hoje (19.09) os eletricitários da Companhia Hidrelétrica do São Francisco - Chesf, acompanhado do deputado estadual Zó (PCdoB). Os trabalhadores foram pleitear o apoio da ALBA contra a privatização de uma das maiores geradoras de energia do planeta, a Eletrobras/Chesf. Para o chefe do Legislativo, água e energia são questões associadas à soberania nacional.

Coronel relembrou também as palavras de Otto Alencar, proferidas no último sábado, em Irecê, quando o senador advertiu que a privatização da Chesf irá agravar ainda mais a crise porque passa o Rio São Francisco. “Estou de pleno acordo com a luta dos eletricitários da Chesf. Todo esse patrimônio elétrico do Nordeste, construído com muito sacrifício pelos nordestinos, será torrado agora para cobrir os rombos de um governo ilegítimo. Além do mais, privatizar a Chesf significa lotear as nossas barragens e encarecer a energia”, acusou Coronel.


O deputado estadual Zó (PCdoB) declarou que a privatização significa expropriar a população de bens que são seus. “O presidente Michel Temer quer entregar a Eletrobras a preço de nada, alegando que é para equilibrar a economia do Brasil. Recentemente Temer perdoou dívidas do Itaú, no valor de R$ 25 bilhões e do Santander em R$ 338 milhões. Além disso, abriu mão de uma dívida de R$ 17 bilhões do Fundo de Assistência ao Trabalhador, o Funrural. O valor de venda da Eletrobras é de apenas R$ 20 bilhões. Impossível compreender este equilíbrio financeiro”, criticou Zó.


De acordo com os eletricitários da Chesf foram investidos na Eletrobras, desde 1953, aproximadamente R$ 400 bilhões. “A privatização da Chesf não reduzirá em nada a dívida pública, a conta de luz aumentará em cerca de 16%, teremos o retorno dos apagões e desemprego em massa dos eletricitários. É um crime de lesa-pátria, até porque em países como os Estados Unidos, Canadá, França e Japão é o Estado quem controla o setor hidroelétrico”, argumenta o deputado do PCdoB.




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