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Sessão especial no Teatro Castro Alves celebra os 50 anos do Ipac

Publicado em: 15/09/2017 00:00
Editoria: Diário Oficial

Concorrido evento idealizado por Rosermberg Pinto contou com a participação de representantes de diversos segmentos ligados à política e à cultura
Foto: CarlosAmilton/Agência-ALBA
Os 50 anos de fundação do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac) foram celebrados, na quarta-feira (13), no Teatro Castro Alves (TCA), em uma sessão especial itinerante da Assembleia Legislativa Bahia (ALBA) proposta pelo deputado estadual Rosemberg Pinto (PT). Foi uma solenidade festiva, de reconhecimento às personalidades e instituições que contribuíram para a proteção dos bens culturais baianos com a ‘Comenda 50 Anos' de reconhecimento às diversas manifestações culturais do recôncavo baiano.O evento teve um tom festivo desde as escadarias do teatro com a recepção dos mascarados do Carnaval de Maragojipe e da Orquestra Popular de Maragojipe com frevos e músicas baianas orquestradas. Ainda no foyer, o livro Festa da Boa Morte do Ipac foi distribuído ao público.

A abertura da sessão foi realizada pelo deputado Rosemberg Pinto que valorizou os feitos da autarquia estatal. "Nós baianos podemos ter o orgulho de dizer que se trata de um instituto de referência, pois é um dos primeiros órgãos estaduais de proteção ao patrimônio no Brasil. A Bahia como sempre saiu na frente no que se diz respeito à preocupação com as manifestações populares e culturais, já que antes o Ipac atuava apenas na proteção do patrimônio material; sua nova função passou a ser também a de cuidar do patrimônio intangível. Isto foi um marco do Ipac na Bahia", elogiou.

O presidente da ALBA, deputado Angelo Coronel, elogiou a iniciativa do deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) e fez uma saudação especial ao secretário de cultura,  professor Jorge Portugal, que chamou de "grande incentivador da cultura baiana" e que representou o governador Rui Costa no evento. Coronel afirmou que além de cuidar dos nossos museus, terreiros e prédios arquitetônicos que são símbolos de Salvador, é também quem cuida da preservação dos bens imateriais, herdados da nossa cultura afro, indígena e europeia-baiana. "O Ipac tombou e registrou terreiros de candomblé por toda a Bahia, tombou e registrou imóveis. É, de certa forma, um guardião da nossa baianidade", destacou.

Os momentos históricos que ocorreram concomitantemente ao surgimento do Ipac foram lembrados pelo diretor do instituto homenageado, João Carlos de Oliveira. "Há 50 anos, em 1967, o mundo estava em plena Guerra Fria, o Vietnã estava sendo massacrado, e Castelo Branco deixava a presidência vítima de um acidente aéreo, abrindo alas para Costa e Silva - o mais linha dura dos anos de chumbo do Brasil", acrescentando que desejava que o IPAC e os órgãos de patrimônio não sejam mais o último trampolim quando o Estado falhou. "Nós temos que ser uma instituição de política pública de governo, que nossas ações sejam ações do governo", alertou. 

As personalidades e instituições que contribuíram para a proteção dos bens culturais baianos, sejam materiais ou imateriais, também foram homenageadas com a ‘Comenda 50 Anos – Ipac’. A etnomusicóloga Emília Biancardi, a sambadeira Dalva Damiana, a museóloga Sylvia Athayde (in memoriam), o museólogo Silvio Ataide, os servidores mais antigos do Ipac representados pelo senhor Eugênio Onofre dos Santos e os mestres de Capoeira João Grande (Regional) e Neneu Filho de Mestre Bimba (Angola). Para o secretário de Cultura do Estado da Bahia, Jorge Portugal, "devemos aplaudir de pé esta obra de preservação do patrimônio, não apenas material que é o obvio que se faz por aí afora, mas sobretudo o patrimônio imaterial intangível que a Bahia tem”.

Ainda completam o rol dos homenageados: a Irmandade da Boa Morte de Cachoeira, o Terreiro Ilê Abaxê, a Associação de Comerciantes do Pelourinho (Acopelô), o Grupo A Tarde, o Conselho de Cultura da Bahia, o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e o governador Rui Costa. O documento expedido pelo Ipac também foi concedido às Marujadas da Bahia, representada pela Marujada de Saubara; a tradição com 129 anos do Bembé do Mercado (Santo Amaro da Purificação); Lindroamor (São Francisco do Conde); o Carnaval de Maragogipe; Baianas de Acarajé e o samba do recôncavo com o Samba de Roda da Doutora Dalva Damiana, conhecido como Samba Suerdieck.

A deputada estadual Maria del Carmen estendeu as parabenizações do Ipac ao TCA que também fez 50 anos, em 2017, e destacou que o “Ipac cuida da cultura e preserva a nossa memória e história para que sejam demonstradas às novas gerações”. Já a deputada estadual Fabíola Mansur (PSB) se sentiu honrada ao entregar ao Bembé do Mercado, de Santo Amaro da Purificação, o certificado em homenagem à manutenção cultural do Ipac. O deputado estadual Bira Corôa também entregou o certificado ao grupo Lindro Amor, da cidade de São Francisco do Conde e pontuou que “O Ipac é um órgão de extrema importância, sobretudo num Estado como a Bahia, que possui uma diversidade cultural bastante extensa, grandes conjuntos arquitetônicos, fazeres e manifestações culturais peculiares”.

A solenidade foi finalizada com uma mistura do popular e do erudito, ao som do bloco Cortejo Afro e do Núcleo de Ópera da Bahia. Os mestres de cerimônia foram a dupla das Frases de Mainha, Sulivã Bispo (Mainha) e Thiago Almasy (Júnior), deram um tom de muita interação e empatia com o público e convidados.

Também participaram do evento a presidente do Instituto Assembleia de Carinho  Eleusa Coronel o presidente do Conselho Estadual de Cultura, Emílio Tapioca; representando a presidente do IPHAN Kátia Bogea, o diretor Hermano Guanaes; a presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil - Bahia, Solange Araújo e os ex-diretores do Ipac: Mário Mendonça de Oliveira, Heloísa Helena Gonçalves Costa e Ordep José Trindade Serra.






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