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David Rios quer fortalecer o turismo em Wagner e Abaíra

Publicado em: 29/08/2017 00:00
Editoria: Diário Oficial

Peemedebista diz que sua proposição contribuirá para impulsionar economia
Foto: Arquivo/Agência-ALBA
O deputado David Rios (PMDB) defende que Abaíra e Wagner sejam classificados como “municípios de interesse turístico”. Com o objetivo de inserir essas cidades da Chapada Diamantina na política estadual de turismo, ele apresentou dois projetos de lei na Assembleia Legislativa da Bahia. Dessa forma, acredita o parlamentar, será possível fortalecer o turismo e a economia nas localidades.

Sobre Wagner, que fica a 390 km de Salvador, Rios contou que o município oferece há mais de três décadas uma das mais belas e tradicionais festas do Vaqueiro não só da Bahia como do Nordeste brasileiro. “Com dezenas de  vaqueiros encourados, exibindo o que podemos chamar de estética do sertão, por sua plasticidade catingueira, o evento atraí milhares de pessoas de vários municípios da região Diamantina como  Wenceslau Guimarães, Itaberaba, Utinga, Bonito, Lajedinho e Morro do Chapéu, entre outra cidades baianas”.  
 
De acordo com o deputado, o festejo vem crescendo em importância a cada ano, homenageando o maior  símbolo da identidade do sertão, o vaqueiro, cantado em prosa e verso nos folhetos de cordel. “Com cavalgadas, rodeios, disputa de prêmios e shows na praça principal da cidade, a Festa do Vaqueiro já merece figurar no calendário oficial das manifestações turísticas da Bahia, com divulgação em todo o país, o que vai contribuir, enormemente, para dinamizar o turismo e incrementar a economia do município, baseada na pecuária e na pequena produção”, acrescentou ele.

ORIGEM

O município de Wagner surgiu às margens do rio Utinga por iniciativa de missionários presbiterianos dos Estados Unidos que formaram a Missão Central do Brasil, lá fundando o Instituto Ponte Nova, colégio de ensino médio até então somente existente em outros três municípios baianos: Salvador, Ilhéus e Caetité. 
O colégio provocou a migração de famílias inteiras da região em busca de escolaridade para seus filhos. Antes de se chamar Wagner, assim batizado em homenagem ao alemão Franz Wagner que em 1899, durante uma grande seca, auxiliou a população local, a localidade se chamou Ponte Nova e Itacira. Pela Lei Estadual 1.116, de 21 de agosto de 1915, a vila de Wagner foi desmembrada de Morro do Chapéu e virou município. 

ABAÍRA

Em relação a Abaíra, o peemedebista observou que ela é conhecida nacionalmente como a “Cidade da Cachaça”, por produzir em grande quantidade uma das melhores aguardentes da Bahia. O município  localizado na Parque Nacional da Chapada Diamantina há muito tempo, diz Rios, já deveria fazer parte do roteiro oficial do turismo do Estado. Desde 1987, a cada dois anos visitantes de várias partes ­do Brasil participam do seu tradicional Festival da Cachaça, que, em 2017 chegará à sua 17ª edição.  

“Não fossem apenas pelas belezas naturais da Chapada Diamantina, as cidades como Lençóis, Mucugê, Palmeiras, Piatã e Rio de Contas, Abaíra já mereceria uma atenção maior do trade turístico da Bahia pelo Festival da Cachaça, que oferece um potencial roteiro turístico para os apreciadores da boa aguardente, com visita a alambiques e direito à degustação da boa caninha baiana”, defendeu ele, na justificativa do projeto. Aliás, acrescentou, a economia do município é sustentada basicamente pela produção da chamada “Cachaça de Abaíra”, conhecida e apreciada em todo estado.  

A cana-de-açúcar faz parte da origem da pequena povoação datada do final do Século XIX, quando José Joaquim de Azevedo, morador do Curralinho, recebeu de herança a fazenda “Capoeira da Cana”, assim chamada pela grande quantidade de cana lá existente, o que favoreceria, muitos anos depois, a produção da cachaça artesanal. Empreendedor nato, José Joaquim abriu um comércio de secos e molhados para atender aos mineradores e garimpeiros que se deslocavam do Bom Jesus do Rio de Contas para Mucugê. 

 “Com o passar dos anos, muitos dos que passavam pela Venda do Zé (como era chamado o primitivo armazém) para comprar comida e beber a cachaça que lá era fabricada, foram se estabelecendo no lugar. Com o crescimento da população, o povo sentiu a necessidade de construir uma igreja para os ofícios religiosos, e assim, em 1879, foram concluídas as obras da Igreja Matriz devotada à Nossa Senhora da Saúde, padroeira de Abaíra, cuja festa é comemorada em 2 de fevereiro”, concluiu David Rios.


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