Clóvis Ferraz, Cláudio Veiga e Paulo Gaudenzi na mesa da solenidade na Academia de Letras
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A Academia de Letras da Bahia (ALB) realizou nesta semana a cerimônia de abertura do novo ano acadêmico. A solenidade, conduzida por Cláudio Veiga, presidente da entidade, contou com a presença do presidente da Assembléia Legislativa, Clóvis Ferraz (PFL), e do acadêmico benemérito e secretário de Cultura e Turismo, Paulo Gaudenzi, além de imortais, dirigentes de órgãos ligados à cultura, artistas e intelectuais.
Na oportunidade foi lançado o livro Dedal de Areia, do poeta baiano Antônio Brasileiro, vencedor do Prêmio Nacional da Academia de Letras da Bahia ? poesia 2004, que dá continuidade à estética existencialista desenvolvida pelo autor desde o final da década de 60. Também foi entregue o Prêmio Romance 2005 para o carioca radicado em Curitiba Otto Leopoldo Winck, autor de Jaboc.
Winck recebeu R$ 15 mil de prêmio e seu livro será lançado no final deste ano. Jaboc foi selecionado por uma comissão formada pelos professores Evelina Hoisel e Jacques Salah, do Instituto de Letras da Ufba, e pelo escritor Hélio Pólvora. A noite de festa foi completada com o lançamento do Prêmio Nacional da Academia de Letras da Bahia 2006 ? Ensaio, cujo tema é O Romance Baiano no Século XX.
O professor Cláudio Veiga contou que está fazendo 25 anos que assumiu pela primeira vez a presidência da ALB. "É muito honroso ter sido eleito membro da ALB, viver à sombra de tantos antecessores ilustres e conviver com as mais representativas figuras de nossa intelectualidade", disse Veiga.
O acadêmico agradeceu o apoio que a entidade tem recebido da iniciativa privada, ressaltando a "inestimável participação" da Braskem, e destacou as ações do governo do estado, através da Secretaria de Cultura e Turismo, e da Assembléia Legislativa, com quem a ALB tem uma parceria para edição de livros.
Clóvis Ferraz afirmou que o Legislativo baiano se sente honrado em participar de projetos da ALB e que continuará apoiando a entidade no que for possível, para que ela prossiga cumprindo o seu papel de preservação e divulgação da literatura baiana.
Já o secretário Paulo Gaudenzi avaliou que o setor cultural, competindo com áreas como saúde, educação, saneamento básico, infra-estrutura e segurança, trava uma luta desigual que exige do gestor público de cultura uma grande dose de resignação e redobrado esforço para identificar caminhos que viabilizem o setor. "Precisamos reconhecer cada vez mais, e de modo realista, a importância da área cultural no processo de desenvolvimento socioeconômico e como dimensão essencial do desenvolvimento global do estado".
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