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Trabalho social de Manassés é reconhecido pelo Legislativo

Publicado em: 18/08/2017 00:00
Editoria: Diário Oficial

Entrega do Título de Cidadão Baiano ao deputado do PSL foi bastante prestigiada por seus colegas de Parlamento.Os comunistas Bobô, Zó e Fabrício Falcão subiram à tribuna para elogiar a trajetória do h
Foto: CarlosAmilton/Agência-ALBA

Um momento dramático capaz de mudar a vida não apenas de um homem, mas de 25 mil famílias no Brasil inteiro. Essa é a história do paulista Marcos Antonio Novais, contada ontem, no plenário da Assembleia Legislativa. Marcos Antonio, empresário bem-sucedido, viu a dura realidade das drogas invadir sua casa, quando um dos filhos se tornou dependente.


“Foi uma luta, coisa que não desejo para ninguém, mas vencemos”, diz Marcos Antonio, 18 anos depois. Após esse episódio, “Deus colocou em meu coração o desejo de fazer uma pequena instituição para auxiliar jovens carentes que viveram a situação do meu filho”, contou o hoje deputado Manassés (PSL), como ele se tornou mais conhecido em todo o país. A primeira instituição foi em São Paulo e atualmente já são 30 espalhadas em diversos estados.


“Passei boa parte da vida percorrendo o Brasil, mas a Bahia foi paixão a primeira vista, foi onde decidi viver”, contou o parlamentar pouco depois de receber o Título de Cidadão Baiano concedido pela ALBA. A honraria foi originalmente proposta pelo ex-deputado e hoje major Tadeu Fernandes e voltou a ser proposta nesta legislatura pela bancada do PC do B.


A presença maciça de deputados na sessão de ontem espelhou a aprovação unânime do projeto assinado pelos deputados Bobô, Fabrício Falcão e Zó. O plenário lotado demonstrou a reciprocidade dos baianos ao homenageado. A Banda Filarmônica 2 de Janeiro, de Jacobina, veio especialmente para abrilhantar o evento. Foi ela que executou o Hino Nacional na abertura dos trabalhos e o Hino ao 2 de Julho, ao final, acompanhando o cantor Edu Casanova.


Danilo e Célio, em nome da filarmônica, lembraram que foi Manassés o autor do projeto que reconheceu a utilidade pública da instituição quase sesquicentenária. Foi a primeira vez que alguém presente nas Galerias Paulo Jackson se pronunciou oficialmente em uma sessão.
Utilizando a tribuna, o primeiro a se pronunciar foi Fabrício. Ele lembrou que o primeiro título de reconhecimento pelo trabalho realizado por Manassés foi dado pelos baianos, que o elegeram deputado estadual. “Esse título hoje é para torná-lo baiano de fato e de direito”, disse. Zó, também em breve pronunciamento, ressaltou o bom humor do homenageado, que é muito querido e respeitado. “Ele já fazia muito pela Bahia, mesmo antes de ser deputado”, lembrou, ressaltando o trabalho voltado ao esporte, especialmente no futebol.


Tadeu ocupou a tribuna para firmar a satisfação com o evento. Classificando de “mais do que amigo, um irmão”, o ex-parlamentar disse preferir falar mais do ativista social do que do empresário. “Tive a oportunidade de ver seu trabalho em Curitiba e em São Paulo”, disse, onde “se faz um trabalho de resgate das famílias, de combate preventivo à violência”.


O presidente Angelo Coronel (PSD) fez questão de agradecer a Manassés pelo apoio de primeira hora a sua candidatura à presidência da Casa. “Está sentado aqui ao meu lado um dos grandes baluartes da minha eleição”, disse, citando ainda o deputado Alan Castro.
Coube a Bobô fazer o discurso de saudação mais extenso. Foi ele que contou o caminho trilhado por Manassés até a Bahia, quando se destacou como dirigente esportivo ao apoiar clubes como o Jacuipense, Jacobina, Galícia, entre outros. Atualmente, ele preside o Cajazeiras Futebol Clube, equipe que chegou à final do campeonato baiano da 2ª divisão


“Manassés significa fazendo esquecer-se e, na Bíblia, seu nascimento representa a reconciliação de Ezequiel com Deus”, disse. “A sua trajetória aponta sempre para a misericórdia de Deus”, afirmou Bobô, considerando que isto explica a adoção do nome bíblico pelo colega de Parlamento. “Seu trabalho estimula a todos nós nós a sairmos da zona de conforto para construir uma sociedade melhor, menos desigual”, definiu.


Coronel convidou a esposa de Manassés, Maria Elaide, e os filhos Igor, Felipe e Caio para a entrega do título, juntamente com os proponentes. Ao agradecer a honraria, o novíssimo baiano falou sobre o amor à primeira vista pela Bahia e destacou as delícias típicas do Estado. “Provei o acarajé, o vatapá, o abará e o sarapatel e minha vida se apimentou de vez”, definiu.
“É para poucos o privilégio de conviver o dia a dia com esse povo acolhedor e amável”, disse, lembrando que, ao chegar, teve dúvidas se torceria pelo Bahia ou pelo Vitória. “Mas logo decidi pelo melhor do Nordeste, “o meu Bahia” Sobre seu trabalho de combate à dependência química de jovens carentes, lembrou que não são só eles que sofrem. “Quando um jovem se torna dependente, toda a família se torna codependente do usuário”, afirmou, considerando que o inverso também é verdade e ao recuperar o jovem se recupera toda a família.


A sessão contou com a presença de diversas autoridades, entre as quais os ex-presidentes da Casa Reinaldo Braga (PSL) e Marcelo Nilo (PSL), os deputados proponentes, o ex-deputado Tadeu, as deputadas Ivana Bastos (PSD) e Fabíola Mansur (PSB), Roberto Carlos (PDT), Nelson Leal, José de Arimateia (PRB), Leur Lomanto (PMDB) e Sargento Isidório. Manassés foi recebido no plenário ladeado pelos deputados Antonio Henrique, Jurandy Oliveira e Luciano Simões.



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