O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Angelo Coronel (PSD), um tricolor de quatro costados, ficou emocionado ao receber nesta quarta-feira, dia 16, a visita de nove ex-jogadores do Bahia, bicampeão brasileiro de 1988.
Os atletas entregaram ao presidente da ALBA uma réplica da taça conquistada na competição nacional, ao empatar na finalíssima contra o Internacional de Porto Alegre, no Estádio Beira Rio, em 19 de fevereiro de 1989.
O almoço foi solicitado pelo deputado Bobô (PC do B), o maestro camisa 8 do esquadrão de aço, que trouxe para este encontro com o chefe do Legislativo estadual os meias Zé Carlos, Gil Sergipano, Paulo Rodrigues e Sales, o goleiro Ronaldo Passos, o zagueiro João Marcelo e os atacantes Osmar e Sandro.
Na semana que vem, o deputado Bobô deve apresentar o Projeto ALBA Esporte e Cidadania, buscando aumentar a participação do esporte, nas suas várias modalidades, em iniciativas da Casa do Povo.
O parlamentar comunista disse que "Coronel é pé quente, pois estava lá no empate em 0 a 0 com, quando o Bahia - primeiro time do Nordete a conseguir este feito - ganhou o segundo campeonato brasileiro".
Coronel considerou importante inserir o esporte na parte social da Assembleia Legislativa e colocou-se à disposição do grupo para que "os heróis do título de 88 jamais sejam esquecidos pelo povo baiano". Os ex-jogadores relembraram histórias da campanha, comandada pelo técnico Evaristo de Macêdo, e sentiram-se felizes pela receptividade na ALBA.
Gil Sergipano, 53 anos , natural de Tobias Barreto, seguiu os passos do ex-craque do Flamengo, Barcelona e Seleção Brasileira, Evaristo Macedo. Gil já treinou, no vizinho estado, o Confiança, Itabaiana e Lagartense. Paulo Rodrigues, meia de passadas elegantes no campo de bola, está atualmente com 57 anos e mora onde nasceu, na cidade de Uberaba, no triângulo mineiro.
Zé Carlos, atualmente com 52 anos, o camisa 10 do tricolor, de fôlego invejável, garante que o sucesso aconteceu "porque o elenco era uma verdadeira família, com roupeiro, massagista, jogadores, técnico e dirigentes lutando por um único objetivo: ser campeão".
O goleiro Ronaldo Passos, advogado e atuando na esfera jurídica junto ao Sindicato de Atletas Profissionais da Bahia, recorda com saudade dos tempos em que "era um paredão para os adversários". O arqueiro diz que na semifinal contra o Fluminense, no Maracanã, fez a defesa mais importante debaixo da trave naquele torneio, quando "espalmou para escanteio uma cabeçada do baiano Washington", salvando a equipe de uma derrota.
A campanha demandou 29 partidas, com 13 vitórias, 11 empates e 5 derrotas. O time assinalou 33 gols e sofreu 23. O time, na final, formou com: Ronaldo, Tarantini, João Marcelo, Claudir e Paulo Robson; Gil e Paulo Rodrigues; Zé Carlos, Bobô, Charles e Marquinhos.
REDES SOCIAIS