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Parlamentares conhecem infraestrutura da entidade

Publicado em: 10/08/2017 00:00
Editoria: Diário Oficial

Deputados levantam as mãos ao alto em um gesto que já se tornou tradicional na nova gestão da Casa
Foto: Arquivo/Agência-Alba
Nos 100 mil metros quadrados da área total desse complexo, o deputado Sargento Pastor Isidório estima que a área construída é em torno de 30 mil. São dois enormes galpões, três prédios com dormitórios, seis quadras de cimento (três cobertas), campo de terra, três quadras de areia para voleibol, parquinho, uma pequena creche, enfermaria, almoxarifado, salão de beleza, local para atendimento com psicólogos individualizado, despensa e cozinhas (enormes), piscina, oficinas e área para jogos (ping pong, sinuca, futebol de mesa), dormitórios (separados homens de mulheres) e sanitários. Existe uma área verde, galinheiro e horta. A Fundação possui ainda seis ônibus e duas ambulâncias.

Na folha de pagamentos mensal, psicólogos clínicos (seis), assistentes sociais (seis), pedagogos (dois), professores de educação física (dois). Todos funcionários. E ainda uma nutricionista, uma técnica em nutrição e mestres para as oficinas profissionais. O trabalho voluntário de internos, ex-internos, de médicos e enfermeiros entre outros profissionais completam o quadro. Limpeza, recepção, comida, capinagem, cuidar do galinheiro e outras tarefas cotidianas são executadas pelos próprios internos – ou ex-internos.

Além do tratamento psicológico, espiritual e médico, a Fundação Doutor Jesus oferece cursos profissionalizantes para soldadores, carpinteiros, mecânica e caldeireiros. No salão de beleza e barbearia também funcionam como “escolas”, assim como a cozinha e o almoxarifado. O dia a dia dos internos começa às 6h e vai até às 22h, quando as televisões nos pátios são desligadas – exceções são abertas nos dias de jogos com transmissão até mais tarde. Há atividade físico-esportiva durante todo o dia, doutrinação evangélica e palestras, bem como banhos de piscinas (homens em horários separados das mulheres)

O Pastor Sargento Isidório informa que o primeiro mês de internação, normalmente, é o pior, pois em muitos casos a abstinência causa um terrível sofrimento, mas é mínimo o uso de calmantes e outros medicamentos. Curiosamente, as mulheres dão mais trabalho. Ele assinala em alguns casos que surtos causados por abstinência levam o acolhido a ser contido para evitar que se auto mutile ou ataque  alguém. Isidório reclamou da pressão que recebe do Ministério Público pela recepção de menores, mas demonstra que meninos ou meninas procuram a instituição muitas vezes com medo de serem mortos ou feridos por traficantes - e buscam ali uma nova chance.



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