O deputado Luciano Simões Filho (PMDB) se congratulou com o município de Salinas das Margarigas pela passagem do seu aniversário de emancipação política. No documento, o peemedebista lembra que o município homenageado era originalmente habitado pelos índios Tupinambás. Parte de suas terras, que com a colonização portuguesa passou a pertencer a capitania dos portos de Salvador, foi vendida ao comendador Manoel de Sousa Campos que nela instalou duas fazendas: Santa Luzia e Conceição.
Em uma de suas viagens a Portugal, Manoel de Sousa Campos visitou a cidade de Aveiro, onde conheceu algumas salinas e passou a acreditar que aquele tipo de atividade podia muito bem ser aplicado em suas propriedades que tinham as condições climáticas necessárias, e principalmente pela grande quantidade de “opicuns”, que favoreciam esse tipo de exploração.
Como não possuía experiência no assunto, ele contratou e trouxe o técnico José Soares. No ano de 1881, eram inauguradas as primeiras salinas, no aldeamento do Porto da Margarida, em uma de suas propriedades.
A região era despovoada até então, pois os núcleos habitacionais existentes na área concentravam-se na Barra do Paraguaçu de um lado e Encarnação do outro, nos limites de Salinas. A industrialização do sal atraiu muitos operários dando lugar à formação e desenvolvimento do povoado que, inicialmente chamou-se Salinas e posteriormente Salinas da Margarida.
Além do sal, havia também a exportação da piaçava nativa e do dendê, mas a pesca sempre foi a sua principal atividade econômica. Os primeiros povoados surgidos foram o Arraial do Dourado, Porto da Telha, Queimados, Mangueira ou Críoula e Caperengo. Eles cresceram impulsionados pela atividade salineira a partir de 1885.
A companhia Salinas da Margarida passou a existir de fato em 20 de março 1891, pois nesta data foram aprovados os seus estatutos. O topônimo originou-se do fato de que na região das salinas morava uma senhora de nome Margarida, que servia de referência para o local antes conhecido como Ponta da Margarida.
O deputado Luciano Simões lembra que Manoel Dias de Albuquerque, conhecido como tenente Iozinho, estava inconformado com o atraso de sua terra natal, Salinas da Margarida, então distrito de Itaparica, e através se um trabalho junto ao deputado Padre Luís Palmeira, seu amigo desde Vitória da Conquista, conseguiu aprovar o projeto de lei que emancipava Salinas, desmembrando-o de Itaparica, mesmo contra a vontade de alguns políticos locais da época. Em 27 de julho de 1962, foi aprovado o projeto.
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