Ao parabenizar a população de Gentio do Ouro pela passagem do 127º aniversário de emancipação política, no dia 9 de julho, o deputado Fabrício Falcão (PC do B) destacou a rica história do município. “Em 1791, o padre Anacleto Pereira dos Santos explorou aqueles sítios em busca de ouro”, contou o deputado, em moção de congratulações apresentada na Assembleia Legislativa da Bahia.
De acordo com Fabrício, já nessa época, as Bandeiras que rumavam para as minas goianas e mato-grossenses faziam caminho através da via fluvial do São Francisco e pelo território do atual município de Correntina, passando também pela área de Gentio do Ouro. “Uma dessas Bandeiras, cujo chefe era o baiano Francisco José Teixeira, estando a cata de ouro e pedras preciosas, chegou até aos depósitos auríferos do Rio das Éguas e deu início a exploração no ano de 1792”, acrescentou ele.
O parlamentar conta que, em pouco tempo, a notícia da existência do ouro correu terras, fazendo que para lá convergissem muitas pessoas, inclusive vários sertanistas da Bahia. “Surgiu, assim, o primitivo povoado com núcleos de criação para o abastecimento”. De acordo com ele, quando já iam adiantados os trabalhos de mineração, o ouvidor de Goiás, supondo estarem essas terras sujeitas à sua jurisdição, consentiu que seus conterrâneos as invadissem. Resultou daí um encontro armado entre os invasores e os primitivos exploradores.
“Os goianos foram expulsos da região, surgindo então um conflito de jurisdição entre o ouvidor da Bahia e o de Goiás”, acrescentou ele. O Conselho Ultramarino interveio e deu ganho de causa à Capitania da Bahia. O município está localizado a 667 quilômetros de Salvador. Abriga uma população estimada em 2016, segundo o censo IBGE, de 33.275 habitantes.
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