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História de Ilhéus é lembrada por José de Arimateia em moção

Publicado em: 01/07/2017 00:00
Editoria: Diário Oficial

Pastor expressou sua alegria com aniversário de município
Foto: Arquivo/Agência-Alba
“É com grande alegria que, através desta moção, venho congratular o meu querido município de Ilhéus, que completou, no último dia 28, históricos 483 anos de existência. Falar de Ilhéus é lembrar de uma breve, mas saudosa época da minha própria vida, quando, no ano de 1997, lá cheguei e permaneci durante um ano e oito meses com a minha família”. Contou o deputado Pastor José de Arimateia (PRB) ao apresentar na Assembleia Legislativa uma de moção de congratulações e aplausos pela passagem da data.


Contemplada com o litoral mais extenso entre os municípios da Bahia, Ilhéus foi fundado em 1534 e vem da época das capitanias hereditárias, quando D. João III doou a ampla extensão de terra, 50 léguas de largura, ao donatário Jorge de Figueiredo Correia, escrivão da corte real. Exatamente no dia 28 de junho de 1881, Ilhéus foi erguida à categoria de cidade, numa ação do Marquês de Paranaguá. Já em 1913 a cidade foi transformada em bispado. O parlamentar salienta em seu documento que, nesta época, o governo brasileiro teve a feliz iniciativa de oferecer terras aos interessados em plantar cacau. Nessa perspectiva, vieram sergipanos e pessoas escapadas da seca do Nordeste, do próprio estado e do exterior. “Em dez anos a população cresceu decisivamente. Plantava-se cacau em fartura. Vieram pessoas buscando o eldorado e a região teve a sua aparência modificada por completo”, lembrou o deputado.


José de Arimateia ressaltou na sua moção que Ilhéus tem duas características que a tornaram mundialmente conhecida: a primeira por ambientar os belos romances do consagrado escritor baiano Jorge Amado e por ser classificada como a capital do cacau, pois a cidade de Ilhéus por um longo período de sua história se sustentou como o primeiro produtor de cacau do mundo. Mas depois da crise da vassoura de bruxa, que devastou as plantações, inevitavelmente abateu o cultivo da região”, contou o deputado.


No aspecto educacional, Arimateia ressalta que a demanda regional por educação superior, antes buscada em Salvador, principalmente pelos filhos dos “coronéis do cacau”, gerou o anseio pela implantação de faculdades e instituições de ensino superior na região. A Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) é fruto desta demanda, sendo, hoje, referência nordestina na formação de nível superior, firmando-se como importante instituição de produção científica no Nordeste, a segunda da Bahia, somente superada pela Universidade Federal da Bahia.



O pastor concluiu seu documento falando dos mais belos e mais extenso litoral entre os municípios do baianos, que possui ilhéus, além de ser considerada a capital do Cacau e conhecida como a “Princesinha do Sul”, destacando-se entre as sete cidades mais importantes do Estado junto a Salvador, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Camaçari, Itabuna e Juazeiro. Além disso, sedia o Aeroporto Jorge Amado, sendo portão de entrada para as principais cidades do Sul da Bahia.  


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