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Importância do trabalho voluntário é tema de palestra no Legislativo

Publicado em: 14/06/2017 00:00
Editoria: Diário Oficial

Além do presidente Angelo Coronel e da idealizadora do Assembleia de Carinho, Eleusa Coronel, reunião contou com a participação de figuras históricas da Bahia ligadas ao voluntariado
Foto: Arquivo/Agência-Alba
Ser voluntário é ser cidadão e buscar a cidadania do outro. É cuidar das pessoas e promover o equilíbrio entre o ser humano e o planeta. Esta foi a tônica da palestra “A Importância do Trabalho Voluntário”, proferida pelo gerente do Centro Goiano de Voluntário (CGV), Wellington Divino Fassa, na tarde de ontem, no auditório Jornalista Jorge Calmon, na Assembleia Legislativa. O evento fez parte das celebrações da inauguração da sede do Instituto Assembleia de Carinho, ocorrida na manhã de ontem, no anexo Senador Jutahy Magalhães, na ALBA.

A mesa foi composta pelo presidente do Legislativo, deputado Angelo Coronel (PSD); a presidente do Instituto Assembleia de Carinho, Eleusa Coronel; o presidente da Liga Bahiana contra o Câncer, o médico Aristides Maltez Filho; a superintendente das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), Maria Rita Lopes Pontes; a diretora da Organização não-governamental Parque Social, Maria do Rosário Magalhães e a deputada Ivana Bastos (PSD).

Coronel abriu o evento confessando sua alegria com o cunho social da cerimônia. Depois de citar o papel de cada integrante da mesa no voluntariado baiano, ele observou que a premissa básica do novo tempo que vive o Legislativo baiano nos 120 dias sob sua direção “é humanizar e levar a ALBA para mais perto da sociedade”. Enfatizou a necessidade de se resgatar a credibilidade da classe política, que classificou de vilipendiada com o conturbado momento que passa a vida nacional.


O pessedista reafirmou o seu propósito de “moralizar a Assembleia Legislativa” nos próximos dois anos, para que os deputados da Bahia, “berço do país”, sejam respeitados em qualquer lugar dentro e fora do Brasil que venham a visitar. Também exaltou a importância de Eleusa Coronel para o exercício de sua atividade política nos 39 anos que estão juntos, notadamente nas sete vezes em que saiu vitorioso das urnas – sendo um mandato de prefeito (município de Coração de Maria) e seis de deputado estadual.


A presidente do Assembleia de Carinho começou sua fala citando um provérbio chinês que revela com exatidão o princípio do voluntariado, assim como o espírito que já vem norteando as ações instituto: “Faça feliz quem está perto, que quem está longe virá”. 

FAÇA VOCÊ


Eleusa Coronel elencou os convênios e parcerias firmados até então pelo Assembleia de Carinho, a exemplo da Liga Bahiana contra o Câncer, o Grupo de Apoio à Criança com Câncer (GACC), o Instituto Manassés, a Fundação Dr. Jesus, as Obras Sociais Irmã Dulce (Osid) e os abrigos de idosos. Ela ainda citou um pensamento de madre Teresa de Calcutá, visando estimular o voluntariado em cada um dos presentes: “Não espere por líderes. Faça você mesmo, pessoa por pessoa”.

O presidente da Liga Bahiana contra o Câncer historiou o trabalho sobre o voluntariado no Estado, ressaltando a sua regulamentação na década de 90. Aristides Maltez Filho lembrou de expoentes do voluntariado, como Irmã Dulce, Aristides Maltez, e salientou que “as regras não se sobrepõem ao verdadeiro voluntariado”.

O presidente do Hospital Aristides Maltez disse que é preciso ter cuidado com o papel do Estado no voluntariado, e criticou o que chamou de “deformidade” da Receita Federal que possibilitou ao voluntário receber pelo que faz. “Voluntariado não deve receber nada. Ser voluntariado é estar dentro de si com o amor ao próximo”, defendeu. O médico falou do papel desempenhado por cada tipo de voluntário, assistencial, dirigente, egresso, e enfatizou que as entidades filantrópicas não devem esperar verba governamental. 

Maria Rita Lopes Pontes disse que falar de voluntariado é voltar à história de Irmã Dulce, e que sua obra se encontra na essência dessa nobre atividade. O conjunto das Obras Sociais irmã Dulce tem 40 mil metros quadrados de área construída, 954 leitos e 120 voluntários.


A superintendente da Osid lembrou de suas andanças com Irmã Dulce em busca da manutenção das ações assistenciais, e do trabalho do grupo Amigas de Dulce, formado por 10 mulheres, com o intuito de mobilizar personalidades da sociedade para construir uma nova unidade hospitalar para portadores de câncer. Chamou o grupo de rede do bem, e que em breve ganhará um site.

INTERAÇÃO

Interagindo bastante com a plateia – formada por prefeitos, vereadores, servidores da Casa e praticantes de voluntariado -, Wellington Fassa começou definindo voluntariado de vários formas. “É algo que incomoda, que mexe. Não é caridade, é cidadania; é ouvir e sentir os outros. Quem tem a mente rica é voluntário. É pensar o coletivo. Quem pensa pequeno, pensa apenas em si próprio”.

Wellington falou da Lei do Voluntariado, nº 9.608/1998, que regulamenta o trabalho voluntariado no Brasil, que se destaca no mundo pela maneira organizada e profissional com que trata o tema. Ele ressaltou que o idoso, “por não ser inútil”, também pode ser voluntário.


O gerente apresentou dados do Centro Goiano de Voluntário, que no ano passado selecionou 1.560 novos integrantes, e destacou que voluntariado é o maior ato de cidadania. Fassa relacionou vantagens em ser um voluntariado e chamou Eleusa Coronel de “poderosa de espírito, de coração”. Ele observou que o futuro está no cidadão voluntário e protagonista, explicando as razões que levam um cidadão a buscar esta prática. “Ser voluntário é sair de dentro de si e ir em busca do outro”, finalizou.



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