A história de Irecê foi lembrada pelo deputado Aderbal Caldas (PP) na passagem do aniversário de 84 anos de emancipação política do município, no último dia 31 de maio. “As mais remotas notícias históricas de Irecê informam que Antônio Guedes de Brito fora incumbido pelo rei de Portugal de pacificar a região do Rio São Francisco, que nos meados do século XVII vivia infestada por bandidos de todas as espécies”, contou Aderbal na moção de congratulações apresentada na Assembleia Legislativa da Bahia.
De acordo com ele, após cumprir o determinado pelo rei, Guedes de Brito recebeu como recompensa vastas extensões territoriais, que o transformaram no maior latifundiário da Bahia. Muitos anos após, acrescentou o deputado, um de seus descendentes, João de Saldanha da Gama Melo Torres Guedes de Brito, o Conde da Ponte, desmembrou parte da sesmaria denominada Barra de São Rafael. Por volta de 1877, a região passou a ser efetivamente povoada, devido sobretudo aos terrenos férteis e à abundância da água e da caça. Começava-se também a criação de gado e o plantio de algodão.
Em 1906, foi criado um distrito de paz com a denominação de Caraíbas, subordinado ao município de Morro do Chapéu. Em 2 de agosto de 1926, o então governador Francisco Marques de Góes Calmon sancionou a Lei 1896, pela qual foi criada a Vila de Irecê, denominação de origem indígena cujo significado é “à tona d’água”, sendo instalada no dia 3 de outubro do mesmo ano. Em 31 de maio de 1933, o interventor baiano Juraci Magalhães, pelo Decreto 8452, criou o município.
“Irecê é dotado de vastas áreas naturais”, afirmou Aderval, destacando o Parque de Itapicuru no povoado do mesmo nome, visitado durante todo o ano e considerado ponto turístico, com inúmeras plantas e área de proteção ambiental. Além disso, segundo ele, suas manifestações socioculturais são variadas, com artesãos que trabalham em madeira, metal e couro.
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