Os servidores da Assembleia Legislativa deram ontem mais um passo no sentido de garantir a aprovação do novo Plano de Carreira e de Cargos e Salários (PCCS) da categoria. Reunidos em assembleia convocada pelo Sindisalba, os funcionários ativos e aposentados lotaram o Auditório Jornalista Jorge Calmon e aprovaram, por maioria de votos, a contratação de mediadores arbitrais para negociar junto aos três escritórios de advocacia envolvidos nas dezenas de processos contra a Assembleia Legislativa. A aprovação do plano está relacionada à retirada dos processos, o que, nos cálculos de José Amando, advogado do Sindisalba, representa um montante em torno de R$2 bilhões, o equivalente ao orçamento total de dois anos do Legislativo.
A mesa dos trabalhos foi composta pelo presidente do Sindisalba, Gilmar Carneiro; da Assalba, Armando Velloso; Marcio Barreto, chefe de gabinete do presidente Angelo Coronel (PSD) e membro da comissão de revisão do Plano de Carreira, representantes dos escritórios de advocacia e mediação. Gilmar abriu a assembleia e leu a ata da última reunião da comissão, que definiu a minuta final do PCCS. Ele ressaltou ainda o apoio de Coronel, que vem cobrando em todas as ocasiões possíveis para que apresentem o projeto o mais rápido possível para ser votado antes do recesso.
Além de autorizar a contratação da arbitragem, o presidente do Sindisalba colocou em votação uma nova comissão para acompanhar as negociações. Houve quem se opusesse à iniciativa e votou contrário, mas a proposta de Gilmar foi acolhida por ampla maioiria. Ele considera que os observadores (escolhidos ontem mesmo) darão um caráter mais transparente ao processo. José Amando defendeu a aprovação do PCCS como o melhor meio de sanar o passivo judicial que a Alba possui e garantir que os beneficiários recebem as vantagens devidas ainda em vida. Ele lembrou que nos mais de 20 anos em que transcorrem alguns dos processos já morreram 157 servidores, entre ativos e inativos.
REDES SOCIAIS