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Sessão especial marca os 87 anos da Assembleia de Deus em Salvador

Publicado em: 27/05/2017 00:00
Editoria: Diário Oficial

Mesa foi composta pelo presidente Angelo Coronel e por deputados ligados às religiões evagélicas
Foto: NeusaMenezes/Agência-Alba
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Angelo Coronel (PSD), abriu ontem a sessão especial em homenagem aos 87 Anos de Fundação da Igreja Assembleia de Deus em Salvador. Autor da proposta, o deputado Samuel Júnior (PSC) destacou que uma das mais importantes funções da igreja é a ajuda que empresta ao Governo da Bahia ao resgatar pessoas dependentes de drogas, lícitas ou não , transformando-as em social e economicamente ativas. 


“A Assembleia de Deus é a maior colaboradora do Estado”, declarou o parlamentar, ressaltando que a igreja está presente hoje nos 417 municípios baianos e em todos realiza um trabalho de resgate e inclusão social. “A igreja é viva”, afirmou, acrescentando que ela não se restringe a ações “dentro de quatro paredes” e hoje tem presença marcante em todos os segmentos, incluindo o Parlamento. Na Alba, a Assembleia de Deus tem quatro representantes: Carlos Ubaldino (PSD), Ângela Sousa (PSD), Sargento Isidório (PDT) e Samuel Júnior (PSC), número que sobe para nove quando se inclui outros cultos de cunho evangélico.


Para o também deputado e pastor Isidório, a igreja tem importante papel no resgate social e na função de “ganhar almas para Jesus”. A sessão de ontem, avalia, serviu para “unir os irmãos”, pois a Igreja foi dividida em duas. A Assembleia de Deus de Missão, Ministério de Belém, a homenageada, tem hoje cerca de 12 mil fieis e 250 templos em Salvador e se pauta em três vetores básicos: “a pregação da existência de um Deus uno e trino; a convicção de que a salvação não vem por méritos próprios mas pela Graça de Deus; e o batismo no Espírito Santo, na certeza de que Ele age em nossas vidas”.


DESAFIOS


O pastor da Assembleia de Deus, Evilásio Conceição Bastos, atualmente o de mais tempo de ministério disse que as instituições religiosas são “o fiel da balança” da sociedade, sendo que a Assembleia de Deus dá atenção especial ao trabalho com drogados e órfãos. Ele cita o orfanato que a instituição mantém em Feira de Santana e o Instituto Doutor Jesus, presidido pelo deputado pastor Isidório, que tem 1189 internos em fase de recuperação. “A Palavra de Deus cura”, garante o pastor, que completa 42 anos “pastoreando”.

Já o pastor Joel Ribeiro, um dos homenageados da sessão de ontem como o primeiro missionário enviado ao exterior (ele foi servir em Valparaíso, no Chile, em 1978), disse que a igreja mudou muito nestes anos e hoje enfrenta mais desafios do que outrora. Na sua avaliação, atualmente é “bem mais difícil atrair almas para Jesus”. As “tentações do mundo são grandes e a sociedade se deteriora nos seus conceitos sobre moral e espiritualidade”. São tempos difíceis”, testemunha o pastor, adiantando que “a luta é diária entre o reino de luz e o das trevas”. Aos 76 anos e apesar das dificuldades, o pastor se diz satisfeito com a evolução da Igreja. E garante: “O que Jesus faz em um ano, o homem não faz em 100”.

A sessão especial de ontem homenageou também pastores e servidores da Assembleia de Deus. Receberam placa de reconhecimento pelo trabalho realizado Maria José Bispo Couto, mãe do deputado Samuel Júnior; Hilda Morais, viúva do pastor Euclides; Maria Andrelina, mãe do ex-deputado e presidente do PSC na Bahia Eliel Santana; pastor Edmilson Santana, o mais novo a assumir um setor em Salvador; pastor Dermeval Lopes de Cerqueira e Railda Cerqueira, ex-presidentes da Assembleia de Deus em Salvador; pastor Evilásio da Conceição Bastos, por ser o de maior tempo de ministério em atividade; pastor Romeu de Oliveira, presidente do Conselho de Ministros e o pastor Cleudson Carlos de Souza.



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