“Esporte e Educação são uma combinação poderosa na formação e no desenvolvimento social das crianças e dos jovens. A ação conjunta desses elementos contribui para fortalecer valores éticos e morais, mostrando-se uma poderosa ferramenta de integração e inclusão social”. Assim o deputado Bobô (PC do B) abriu a audiência pública de ontem da Comissão Especial de Desporto, Paradesporto e Lazer, que discutiu a importância do Esporte na Educação e Formação do Jovem. Reafirmando posição que vem defendendo desde que assumiu a presidência do colegiado, Bobô confirmou que “a luta da Comissão de Desporto, Paradesporto e Lazer é para que o Esporte se torne política de Estado. E para que, também, seja incorporado à Educação como instrumento pedagógico nas escolas da Bahia”.
Para ele, “é fundamental que o poder público invista mais nesse binômio (esporte e educação), melhorando a relação existente entre eles para favorecendo a qualidade de vida do nosso povo”. O deputado ressaltou que o entusiasmo que vem sendo demonstrado pelo secretário estadual de Educação, Walter Pinheiro, precisa “se transformar em realidade”. “É desafio de todos nós ajudar a construir uma sociedade mais humana, desenvolvida e mais justa socialmente. Seguramente, o Esporte, aliado à Educação, pode contribuir muito para alcançarmos esse objetivo”, disse.
INVESTIMENTO
Mas, segundo o coordenador de Educação Física e Esporte da Secretaria de Educação, José Fernandes Maciel, o Governo faz isso. Ele garante que os jogos estudantis vêm sendo realizados no Estado. Podem não se realizar em todas as suas etapas, como aconteceu no ano passado, mas acontecem sim, quando nada até o ciclo municipal. E mais, que para a realização destas atividades esportivas o Governo investe anualmente R$ 7 milhões. Os parlamentares defendem a volta dos Jogos Estaduais da Rede Publica (Jerp) e já há projeto de lei tramitando na Alba, de autoria do deputado Manassés (PSB), que estabelece a realização das competições esportivas entre alunos das diversas escolas da rede pública estadual.
O coordenador da Secretaria de Educação informa que os jogos jamais deixaram de existir. E detalhou: as competições acontecem todo ano em sete etapas, começando com as competições no âmbito interno de cada escola, finalizando com o envio das equipes de atletas aos jogos nacionais. O projeto de lei de Manassés estabelece apenas três fases, “sendo a etapa 1 com os Jogos nas Unidades Escolares dos municípios, a Etapa 2 com Jogos nos Polos regionais e a Etapa 3 final onde ocorrem os confrontos entre os vencedores dos polos regionais nas diversas modalidades, em evento realizado” em Salvador.
Segundo Maciel, no ano passado os Jerp mobilizaram 133 mil estudantes em todo o Estado, incluindo escolas particulares e diversas modalidades e naipes esportivos, tanto individuais quanto coletivos, e foram compostas nove equipes ( sete do interior e duas de Salvador e Região Metropolitana de Salvador). São disputadas modalidades como basquete, vôlei, handebol, futsal. Nas categorias individuais os jogos estudantis incluem atletismo, natação, luta olímpica, ciclismo, xadrez. Os parlamentares defendem maior apoio e investimento oficial no esporte e lembram, com o Manassés, que se trata de “ferramenta afiadíssima” contra a entrada da juventude no mundo das drogas. Trabalhando com adictos há muito tempo, ele garante: “1/3 dos jovens consomem drogas” e o esporte pode alterar esta realidade.
Para o presidente da comissão, este assunto pode voltar a ser debatido pelo colegiado. “O tema não se esgota até que se veja que as políticas públicas estão sendo verdadeiramente implementadas e, se não estão, porquê?” Na análise do deputado, “educação básica de qualidade e muito esporte podem garantir inclusão social completa e permanente”. O governador Rui Costa tem compromisso com este propósito, lembrou.
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