O deputado estadual Carlos Geilson (PSDB) apresentou moção de pesar na Assembleia pelo falecimento do escritor e homem público Eduardo Mattos Portella, ocorrido em 2 de maio último, na cidade do Rio de Janeiro, onde residia. Intelectual de renome, era ocupante da cadeira número 27 da Academia Brasileira de Letras (ABL) desde outubro de 1981. Nascido em Salvador (BA), em 8 de outubro de 1932, filho de Enrique Portella e de Maria Diva Mattos Portella, Eduardo Portella foi criado em Feira de Santana, onde fez os primeiros estudos.
“Por meio desta moção me solidarizo com familiares, amigos e o povo brasileiro, em especial a comunidade de Feira de Santana, pela perda inestimável do professor e escritor Eduardo Portella, cujo legado intelectual é um patrimônio da nossa gente do Brasil”, lamentou Carlos Geilson. Formado em Ciências Jurídicas e Sociais, Eduardo Portella, era também Doutor em Letras pela UFRJ. Estreou em livro em 1953, com Aspectos de la Poesía Brasileña Contemporânea, tese apresentada na 1ª Jornada de Lengua y Literatura Hispanoamericana, em Salamanca.
Na editora Tempo Brasileiro, criada e dirigida por ele, publicou livros como O intelectual e o Poder, Teoria da Comunicação Literária, Vanguarda e Cultura de Massa e Democracia Transitiva, entre outros. Simultaneamente ao exercício acadêmico, ocupou inúmeros e diferentes cargos públicos desde 1956, quando foi nomeado técnico de Educação do Ministério da Educação e Cultura. Integrou o gabinete civil do presidente Juscelino Kubitschek, foi ministro da Educação no governo João Figueiredo e secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro.
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